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Ethereum e Solana: qual o risco real da computação quântica?

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Um relatório do Project Eleven revelou que 65% do Ethereum e 100% do Solana utilizam primitivas criptográficas vulneráveis a computadores quânticos — números que reacendem o debate sobre a segurança de longo prazo das blockchains.

A corrida pelo desenvolvimento de computadores quânticos ganhou novo fôlego em 2025 e 2026, e o setor de criptomoedas está entre os que observam esse avanço com mais atenção. Um novo relatório do Project Eleven, organização dedicada à pesquisa de segurança em blockchain, quantificou pela primeira vez o grau de exposição de redes como Ethereum e Solana a esse tipo de ameaça.

Segundo a BeInCrypto, o estudo aponta que o Ethereum carrega três primitivas criptográficas vulneráveis a ataques quânticos, enquanto o Solana apresenta exposição ainda mais ampla — com a totalidade de suas chaves públicas ativas potencialmente suscetíveis a esse vetor de ataque.

Para entender o contexto: a criptografia que protege carteiras e transações nessas redes foi projetada para resistir a computadores clássicos. Máquinas quânticas suficientemente poderosas, porém, poderiam resolver os problemas matemáticos subjacentes em tempo viável — algo que, até agora, permanece fora do alcance prático, mas que pesquisadores já classificam como uma questão de horizonte, não de ficção científica.

Leia tambem: guia completo de Ethereum.

O que o relatório do Project Eleven revelou

O Project Eleven classificou as vulnerabilidades com base no tipo de primitiva criptográfica utilizada por cada rede. No caso do Ethereum, cerca de 65% dos endereços ativos expõem a chave pública de forma que um computador quântico avançado poderia, teoricamente, derivar a chave privada correspondente. No Solana, esse percentual chega a 100% devido às características do esquema de assinatura adotado pela rede.

🔷 Ethereum (ETH)

Aproximadamente 65% dos endereços ativos utilizam primitivas criptográficas consideradas vulneráveis a ataques quânticos, segundo o relatório do Project Eleven.

🟣 Solana (SOL)

100% dos endereços ativos são apontados como vulneráveis. O esquema de assinatura da rede expõe a chave pública em todas as transações realizadas.

É importante ressaltar que os pesquisadores não afirmam que um ataque desse tipo é iminente. A capacidade computacional necessária para quebrar a criptografia de curva elíptica usada por essas redes — conhecida como ECDSA e EdDSA — ainda está muito além do que os computadores quânticos atuais conseguem realizar. O alerta diz respeito ao planejamento de médio e longo prazo.

Por que isso importa agora?

Blockchains são projetadas para durar décadas. A migração para criptografia resistente a ataques quânticos — chamada de criptografia pós-quântica — é um processo longo e complexo. Começar essa discussão antes que a ameaça se materialize é exatamente o que pesquisadores como os do Project Eleven defendem. O próprio NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA) já publicou os primeiros padrões de criptografia pós-quântica em 2024, sinalizando que o setor tradicional já está em movimento.

O que as redes estão fazendo a respeito

O relatório chega em um momento em que diversas blockchains intensificam esforços para mapear e mitigar riscos futuros. No caso do Ethereum, a transição para novos esquemas criptográficos é parte das discussões de desenvolvimento de longo prazo da rede, embora ainda sem cronograma definitivo.

A comunidade do Solana também já reconhece o tema, ainda que mudanças estruturais nesse nível exijam amplo consenso entre validadores e desenvolvedores. A adoção de algoritmos aprovados pelo NIST, como o CRYSTALS-Kyber e o CRYSTALS-Dilithium, é apontada por especialistas como caminho natural para a indústria.

📌 Nota editorial

Os dados citados nesta reportagem são provenientes do relatório mais recente do Project Eleven, divulgado em 2026 e repercutido pelo portal BeInCrypto. As conclusões refletem o estado atual da pesquisa em segurança quântica aplicada a blockchains públicas, e não representam uma previsão de ataque iminente.

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