A maior empresa de energia elétrica da América Latina estuda destinar capacidade ociosa de suas usinas para a mineração de Bitcoin, unindo eficiência operacional e criptoativos.
A Eletrobras está avaliando o uso de energia excedente para minerar Bitcoin. A iniciativa prevê o aproveitamento de aproximadamente 6 megawatts médios (MWm) de capacidade que seria simplesmente descartada por falta de demanda na rede elétrica convencional. A informação foi divulgada pelo Portal do Bitcoin.
Em vez de desperdiçar essa geração ociosa, a estatal pretende direcionar o excedente para operações de mineração da rede Bitcoin, convertendo energia que seria perdida em ativos digitais. A proposta ainda está em fase de estudo, mas já representa um movimento relevante de uma das maiores empresas públicas do país em direção ao setor de criptoativos.
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Por que aproveitar energia excedente para minerar?
Sistemas de geração elétrica frequentemente produzem mais energia do que a rede consegue absorver em determinados períodos. Esse excedente, quando não há mecanismos de armazenamento ou escoamento disponíveis, simplesmente é descartado — representando perda financeira e ineficiência operacional.
A mineração de Bitcoin surge como uma das alternativas mais diretas para aproveitar esse tipo de recurso. Mineradores consomem grandes quantidades de eletricidade de forma contínua e podem ser ligados ou desligados conforme a disponibilidade da rede, funcionando como uma espécie de “comprador de última instância” de energia elétrica.
6 MWm de energia que seria descartada por falta de demanda serão redirecionados para operações de mineração de Bitcoin.
Maior empresa de energia elétrica da América Latina, com presença em geração, transmissão e distribuição em todo o Brasil.
A Eletrobras opera majoritariamente com hidroelétricas e fontes renováveis, o que tornaria essa mineração de baixa emissão de carbono.
A proposta ainda está em fase de avaliação e estudos internos, sem data definida para início das operações.
Um movimento que cresce no mundo
Segundo o Portal do Bitcoin, a iniciativa da Eletrobras segue uma tendência já observada em outros países. Nos Estados Unidos, empresas de energia e até utilities regionais têm testado o uso de excedentes de geração — especialmente de fontes eólicas e solares — para operações de mineração de Bitcoin.
No Brasil, o modelo tem potencial relevante. O país possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com forte participação de hidrelétricas e energias renováveis. Aproveitar esse excedente para minerar significaria, em tese, uma mineração de Bitcoin com baixíssima pegada de carbono.
O que são os 6 MWm?
O megawatt médio (MWm) é uma unidade de medida de energia elétrica que representa a potência média gerada ou consumida ao longo de um período. Seis MWm representam uma capacidade contínua capaz de alimentar milhares de residências — ou, no caso da Eletrobras, centenas de equipamentos de mineração de Bitcoin operando ininterruptamente.
A movimentação da Eletrobras também chama atenção pelo seu porte institucional. Diferente de startups ou empresas privadas de mineração, uma estatal de energia entrando no setor de criptoativos representa um sinal de maturidade do mercado e pode abrir precedentes regulatórios e operacionais para outras companhias do setor elétrico brasileiro.
📰 Nota editorial
As informações desta reportagem são baseadas em divulgação do Portal do Bitcoin. A Eletrobras não emitiu comunicado oficial público detalhando os termos técnicos ou financeiros da iniciativa até o momento de publicação desta matéria. O KriptoHoje acompanhará eventuais atualizações.
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