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Tether congela mais de US$ 500 mi em USDT em 30 dias

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A Tether bloqueou mais de US$ 500 milhões em USDT em apenas um mês, atingindo 370 endereços nas redes Ethereum e Tron — volume que reacende o debate sobre centralização nas stablecoins.

Segundo a Cointelegraph, dados coletados pela empresa de segurança blockchain BlockSec revelam que a Tether congelou mais de US$ 500 milhões em USDT nos últimos 30 dias. As restrições atingiram ao menos 370 endereços distribuídos entre as redes Ethereum e Tron, e fazem parte de um esforço mais amplo de combate ao uso ilícito da principal stablecoin do mercado.

O montante bloqueado no período representa uma fatia expressiva do total acumulado em 2025: conforme os mesmos dados, a Tether já congelou US$ 1,26 bilhão em USDT este ano, todos relacionados a suspeitas de atividade ilegal. A empresa tem autoridade contratual para bloquear saldos vinculados a investigações criminais, ordens judiciais ou solicitações de autoridades regulatórias.

Leia tambem: guia completo de Ethereum.

Como funciona o congelamento de USDT

A Tether emite o USDT como um token centralizado, o que significa que a empresa mantém uma função administrativa sobre os contratos inteligentes que regem a stablecoin. Por meio dessa permissão, é possível incluir endereços em uma lista de bloqueio — mecanismo que impede qualquer movimentação dos fundos a partir daquelas carteiras.

Esse modelo contrasta diretamente com o princípio de descentralização presente em ativos como o próprio Ether (ETH). Enquanto protocolos sem contrato de controle administrativo não podem ser censurados unilateralmente, stablecoins custodiadas operam sob um conjunto diferente de regras — mais próximo ao sistema financeiro tradicional.

📊 Volume congelado em 30 dias

Mais de US$ 500 milhões em USDT bloqueados em 370 endereços nas redes Ethereum e Tron, segundo a BlockSec.

📅 Total bloqueado em 2025

US$ 1,26 bilhão em USDT congelados ao longo do ano, todos associados a suspeitas de atividades ilícitas.

🔗 Redes afetadas

Os bloqueios ocorreram em endereços distribuídos entre Ethereum e Tron, as duas principais redes de emissão do USDT.

🏦 Mecanismo de controle

A Tether detém permissão administrativa sobre os contratos do USDT, permitindo bloquear endereços por demanda de autoridades ou por iniciativa própria.

Cooperação com autoridades e críticas ao modelo

A Tether afirma cooperar ativamente com agências de segurança pública e órgãos regulatórios ao redor do mundo. A empresa já declarou publicamente que trabalha com entidades como o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para rastrear e bloquear recursos ligados a crimes como lavagem de dinheiro, fraudes e financiamento ao terrorismo.

Centralização como ponto de atenção

O volume crescente de congelamentos reacende um debate antigo no setor: stablecoins centralizadas como o USDT oferecem mecanismos de conformidade regulatória, mas ao custo da imutabilidade e da resistência à censura — pilares fundamentais do movimento cripto. Usuários que mantêm grandes volumes nessas stablecoins estão, na prática, sujeitos a restrições unilaterais.

Para parte da comunidade, a capacidade de congelar fundos representa uma vulnerabilidade estrutural. Para reguladores e investigadores, é exatamente esse tipo de controle que torna stablecoins como o USDT aceitáveis dentro do sistema financeiro supervisionado. O debate entre os dois lados permanece em aberto — e tende a se intensificar conforme as regulamentações globais avançam.

📰 Fonte

As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela Cointelegraph, com dados originalmente levantados pela empresa de segurança blockchain BlockSec.

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