InícioAnálisesO que aconteceu com as criptomoedas top de 10 anos atrás

O que aconteceu com as criptomoedas top de 10 anos atrás

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Projetos como Steem, NEM e Dash chegaram a figurar entre as maiores criptomoedas do mundo. Uma década depois, o cenário é completamente diferente — e o caso Solana ilustra bem a volatilidade do setor.

O mercado de criptomoedas é conhecido por sua velocidade de transformação. Projetos que ocupavam o topo dos rankings há dez anos simplesmente desapareceram da memória coletiva dos investidores, enquanto outros — que nem existiam ou eram pouco conhecidos — ascenderam ao posto de protagonistas. Um levantamento publicado pelo Portal do Bitcoin traça esse panorama de forma detalhada, comparando o estado do mercado em 2016 com o cenário atual.

Em meados de 2016, nomes como Steem, NEM (XEM), Dash e Monero disputavam as primeiras posições por capitalização de mercado, ao lado do próprio Bitcoin e do ainda jovem Ethereum. Esses projetos concentravam bilhões de dólares em valor e atraíam grande atenção da comunidade cripto global.

Segundo o Portal do Bitcoin, o Steem — blockchain voltada para redes sociais descentralizadas — chegou a ser um dos ativos mais comentados da época, mas foi perdendo força à medida que seu modelo de negócios não conseguiu sustentar uma base de usuários relevante. Hoje, o projeto mal aparece nos radares dos analistas. O NEM, por sua vez, sofreu revés grave com o hack da exchange Coincheck em 2018, quando mais de US$ 500 milhões em XEM foram roubados — um dos maiores ataques da história do setor.

📉 Steem

Pioneiro em redes sociais descentralizadas, perdeu relevância após não conseguir escalar sua base de usuários. Hoje está fora dos principais rankings de capitalização.

🔓 NEM (XEM)

Sofreu impacto severo após o hack da Coincheck em 2018, que resultou no roubo de mais de US$ 500 milhões em XEM. A confiança no projeto nunca se recuperou totalmente.

🚗 Dash

Prometia ser a alternativa de pagamento ao Bitcoin, com foco em privacidade e velocidade. Perdeu espaço para projetos mais modernos e hoje tem participação marginal no mercado.

🔵 Solana (SOL)

Lançada em 2020 e praticamente inexistente no radar de 2016, hoje figura entre as maiores criptomoedas do mundo, impulsionada por DeFi, NFTs e alto desempenho técnico.

O contraste mais simbólico identificado no levantamento é justamente o de Solana. Em 2016, o projeto sequer existia — foi fundado em 2017 e lançado publicamente apenas em 2020. No entanto, em menos de meia década, tornou-se um dos ecossistemas mais ativos do mercado, com forte presença em finanças descentralizadas (DeFi) e NFTs, e capitalização de mercado que rivaliza com nomes muito mais antigos.

O padrão se repete: ciclos de ascensão e queda

A história do mercado cripto mostra que não basta estrear com tecnologia promissora. A sobrevivência de longo prazo depende de adoção real, comunidade ativa, capacidade de adaptação e, muitas vezes, de simplesmente estar no lugar certo na hora certa. Projetos que não entregam utilidade concreta tendem a ser engolidos por novos concorrentes em cada ciclo de mercado.

O fenômeno não é exclusivo das altcoins menores. Mesmo projetos com fundamentos sólidos, como Monero (XMR) — focado em privacidade e ainda ativo —, viram sua participação relativa cair drasticamente à medida que o ecossistema se expandiu e a concorrência aumentou. A dominância de mercado, medida pela fatia de cada ativo no total global, redistribuiu-se de forma significativa ao longo da última década.

Para analistas, o levantamento serve como alerta sobre os riscos de concentrar posições em altcoins com base apenas em performance passada ou posição momentânea no ranking. O mercado cripto tem ciclos rápidos, e a rotatividade entre os projetos de destaque é muito maior do que em mercados tradicionais como ações ou títulos públicos.

Leia também: guia completo de criptomoedas.

📰 Fonte

Esta reportagem é baseada em levantamento publicado pelo Portal do Bitcoin, que comparou os rankings de capitalização de mercado de 2016 com o cenário atual, rastreando o destino de projetos que já foram protagonistas do setor.

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Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Edilson Lauro
Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.

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