O governo de Berlim se recusou a ceder à extorsão do grupo hacker Rhysida, que exigia US$ 2,4 milhões em Bitcoin. A resposta dos criminosos foi vazar 5,7 TB de dados públicos na dark web.
O estado de Berlim, na Alemanha, foi alvo de um ataque de ransomware orquestrado pelo grupo cibercriminoso Rhysida. Os hackers exigiram o pagamento de aproximadamente US$ 2,4 milhões em Bitcoin como condição para não divulgar dados sigilosos obtidos nos sistemas do governo estadual. As autoridades alemãs decidiram não negociar com os criminosos.
Segundo a BeInCrypto, após o prazo estabelecido pelo grupo expirar sem qualquer pagamento, o Rhysida cumpriu a ameaça e publicou um volume expressivo de informações na dark web: ao todo, 5,7 terabytes de dados estatais foram despejados publicamente, incluindo documentos internos e arquivos de diferentes secretarias do governo berlinense.
O caso chama atenção não apenas pelo volume de dados vazados, mas pelo uso do Bitcoin como moeda de resgate — prática que se tornou padrão entre grupos de ransomware nas últimas décadas por conta da pseudonimidade da rede. Ainda assim, especialistas em rastreamento blockchain têm conseguido, em outros casos, identificar carteiras e até recuperar fundos pagos em ataques similares.
Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.
Quem é o grupo Rhysida?
O Rhysida é um grupo de ransomware que surgiu em 2023 e opera no modelo Ransomware-as-a-Service (RaaS). Já atacou instituições de saúde, governos e infraestruturas críticas em vários países. O grupo é conhecido por publicar os dados das vítimas na dark web quando o resgate não é pago — uma tática de dupla extorsão amplamente adotada pelo cibercrime organizado.
Por que Berlim se recusou a pagar?
A postura do governo alemão segue uma diretriz amplamente adotada por países ocidentais: não pagar resgates a grupos criminosos. A lógica é que o pagamento financia e estimula novos ataques, além de não garantir que os dados sejam efetivamente destruídos após a transação.
Autoridades de cibersegurança de países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha há anos recomendam que organizações públicas e privadas evitem qualquer tipo de negociação com extorsionistas digitais. No caso de Berlim, a decisão foi mantida mesmo diante da ameaça concreta de vazamento massivo.
US$ 2,4 milhões em Bitcoin, pagamento exigido em prazo determinado pelo próprio grupo Rhysida.
5,7 terabytes de arquivos e documentos do governo estadual de Berlim publicados na dark web.
Dark web — ambiente online inacessível por navegadores convencionais, frequentemente usado por grupos criminosos.
Berlim seguiu a diretriz internacional de não negociar com criminosos digitais e optou por não efetuar o pagamento.
Bitcoin no centro dos ataques de ransomware
O uso do Bitcoin em ataques de ransomware não é novidade. Desde casos emblemáticos como o WannaCry, em 2017, e o ataque ao oleoduto Colonial Pipeline, em 2021, a criptomoeda virou a moeda preferida de grupos criminosos justamente pela possibilidade de transações sem intermediários bancários.
No entanto, o Bitcoin é uma rede pública e rastreável. Todas as transações ficam registradas permanentemente na blockchain, o que já permitiu que agências como o FBI recuperassem parcialmente valores pagos em resgates anteriores. O anonimato é relativo — e cada vez mais agências de inteligência investem em ferramentas de análise on-chain.
📌 Nota editorial
As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela BeInCrypto. O KriptoHoje acompanha o caso e trará atualizações caso haja novos desdobramentos sobre o vazamento ou investigações relacionadas ao grupo Rhysida.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Proteja seus ativos digitais com hardware wallet
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
₿ Bitcoin é realmente anônimo?A blockchain é pública e rastreável. Saiba o que isso significa para a privacidade dos usuários de Bitcoin.
🛡️ Como proteger seus criptoativos de ataques hackersDicas práticas de segurança digital para quem guarda Bitcoin e outras criptomoedas.
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
As notícias que movem o mercado, sem ruído
Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

