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Tether tem fundos bloqueados em banco alvo do governo dos EUA

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A emissora da stablecoin USDT acumula frentes jurídicas e financeiras abertas: além do processo contra o Banco Master no Brasil, agora enfrenta fundos presos em uma instituição bancária alvo de ação de confisco nos Estados Unidos.

A Tether, empresa responsável pela emissão do USDT — a maior stablecoin do mundo em volume circulante —, está envolvida em mais um episódio delicado envolvendo seus parceiros bancários. Desta vez, a companhia tem recursos retidos no EQIBank, instituição financeira que teve aproximadamente 80% de seu patrimônio apreendido pelas autoridades dos Estados Unidos no âmbito de uma ação de confisco.

Segundo a BlockTrends, a situação representa um novo desafio operacional para a Tether, que já vinha enfrentando turbulências no Brasil após mover um processo judicial contra o Banco Master. A combinação dos dois episódios acende um alerta sobre as dificuldades que grandes emissoras de stablecoins ainda enfrentam para manter relacionamentos bancários estáveis e seguros.

O que se sabe sobre o EQIBank

O EQIBank é uma instituição financeira offshore que operava como parceiro bancário de empresas do setor cripto, incluindo a Tether. As autoridades americanas iniciaram uma ação de confisco que resultou no bloqueio de uma fatia expressiva dos ativos do banco — cerca de 80% do seu patrimônio total —, deixando clientes e parceiros com acesso restrito ou nulo aos seus recursos depositados na instituição.

A Tether não divulgou publicamente o montante exato retido no EQIBank, tampouco detalhou se os fundos bloqueados impactam diretamente as reservas que lastreiam o USDT. A empresa historicamente alega manter suas reservas em ativos de alta liquidez, como títulos do Tesouro americano, mas episódios como este levantam questões sobre a gestão de risco e a escolha de parceiros financeiros pela companhia.

Vale lembrar que o ecossistema de stablecoins — e o mercado cripto de forma mais ampla — depende diretamente da solidez das instituições bancárias com as quais opera. Problemas com bancos parceiros já derrubaram exchanges e projetos inteiros no passado, como ficou evidente no colapso do Silvergate Bank e do Silicon Valley Bank em 2023, eventos que sacudiram o setor globalmente.

⚖️ Processo contra o Banco Master

A Tether abriu ação judicial contra o Banco Master no Brasil, em disputa que evidencia as tensões crescentes entre a emissora e seus parceiros bancários na América Latina.

🔒 Confisco nos EUA

Autoridades americanas apreenderam cerca de 80% do patrimônio do EQIBank, deixando a Tether com fundos retidos e acesso comprometido à instituição parceira.

📊 Reservas do USDT

A Tether afirma manter suas reservas majoritariamente em títulos do Tesouro americano, mas não confirmou se os recursos no EQIBank integram o lastro da stablecoin.

🌐 Contexto do setor

Episódios como o colapso do Silvergate e do SVB em 2023 mostraram que a dependência bancária é um dos maiores riscos estruturais do mercado cripto.

O caso reforça um debate recorrente sobre a transparência das stablecoins e a necessidade de auditorias independentes regulares. Críticos do setor argumentam que, enquanto emissoras como a Tether não publicarem relatórios detalhados e verificáveis sobre suas reservas, episódios como o do EQIBank continuarão gerando incerteza para o mercado.

📌 Nota editorial

As informações sobre os fundos da Tether no EQIBank e a ação de confisco promovida pelas autoridades americanas foram reportadas originalmente pela BlockTrends. O KriptoHoje acompanhará eventuais desdobramentos do caso. Para entender melhor como funcionam as stablecoins e o ecossistema blockchain, confira o guia completo de Ethereum e aprofunde seus conhecimentos.

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Nicolas Maia
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