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BlackRock Registra Dois Novos Fundos Tokenizados

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A maior gestora de ativos do mundo protocolou junto a reguladores americanos dois novos fundos de mercado monetário tokenizados, sinalizando uma nova fase em sua estratégia de aproximar as finanças tradicionais do ecossistema blockchain.

A BlackRock, gestora que administra mais de dez trilhões de dólares em ativos globalmente, deu mais um passo concreto em direção à tokenização de instrumentos financeiros tradicionais. A empresa protocolou documentação junto a reguladores dos Estados Unidos para registrar dois novos fundos de mercado monetário baseados em blockchain — um movimento que reforça sua aposta no segmento de ativos do mundo real (RWA) tokenizados.

Segundo a CryptoSlate, o protocolo foi realizado no dia 8 de maio e representa uma escalada significativa na estratégia da gigante de gestão de ativos para integrar instrumentos financeiros convencionais ao ecossistema de ativos digitais em expansão. Os novos fundos seriam estruturados para contornar limitações técnicas e regulatórias relacionadas à distribuição de rendimentos em plataformas de tokenização já existentes.

Para quem está começando a entender esse universo, vale a leitura do nosso guia completo de criptomoedas, que explica os conceitos fundamentais por trás de termos como blockchain, tokens e ativos digitais.

O que são fundos de mercado monetário tokenizados?

Fundos de mercado monetário são veículos de investimento tradicionais que aplicam em ativos de baixo risco e alta liquidez, como títulos públicos de curto prazo. Ao serem tokenizados, sua representação é convertida em tokens digitais registrados em uma blockchain, o que potencialmente permite maior velocidade de liquidação, operação 24 horas por dia e acesso mais amplo a investidores ao redor do mundo.

A BlackRock já opera o BUIDL, seu fundo tokenizado lançado em 2024 em parceria com a Securitize, que rapidamente se tornou o maior fundo tokenizado do mercado. Os dois novos registros sugerem que a empresa pretende expandir esse portfólio, possivelmente com estruturas diferenciadas para lidar com questões de distribuição de rendimentos que surgiram nas plataformas atuais.

🏦 Fundos de Mercado Monetário

Veículos tradicionais de baixo risco que investem em títulos de curto prazo. Tokenizados, ganham liquidez e acessibilidade via blockchain.

🔗 Tokenização de RWA

Ativos do mundo real (Real World Assets) representados como tokens digitais em blockchains públicas ou privadas, facilitando transferências e liquidações.

📄 Protocolo Regulatório

O pedido foi protocolado junto a reguladores dos EUA em 8 de maio, passo formal obrigatório para lançar produtos de investimento no mercado americano.

💡 Fundo BUIDL

Já em operação desde 2024, o BUIDL é o maior fundo tokenizado do mundo e serve de base para a expansão da BlackRock no segmento de RWA.

Por que isso importa para o mercado cripto?

A movimentação da BlackRock não acontece de forma isolada. Nos últimos dois anos, o interesse de grandes instituições financeiras em trazer ativos tradicionais para blockchains cresceu de forma acelerada. Projetos de tokenização de títulos do Tesouro americano, imóveis e fundos de crédito privado vêm ganhando tração em diversas redes, como Ethereum, Polygon e outras plataformas compatíveis com contratos inteligentes.

Contexto: o mercado de RWA tokenizados

De acordo com dados do setor, o mercado global de ativos tokenizados já supera dezenas de bilhões de dólares em valor total bloqueado. Analistas do setor projetam que esse número pode chegar a trilhões ao longo desta década, caso o ambiente regulatório continue avançando em direção à clareza jurídica para esses instrumentos.

Para o ecossistema cripto, a entrada de gestoras do porte da BlackRock representa um sinal de maturidade institucional. Ao mesmo tempo, levanta debates sobre descentralização, acesso democrático aos rendimentos e o papel dos reguladores na definição de quais investidores poderão participar desses produtos.

📰 Fonte

As informações desta reportagem são baseadas em publicação da CryptoSlate de 8 de maio de 2025, que reportou o protocolo dos novos fundos junto a reguladores americanos. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente para o público brasileiro.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
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Nicolas Maia
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