Três protocolos DeFi relativamente novos — Hyperliquid, EdgeX e Pump.fun — geraram e distribuíram quase US$ 100 milhões a detentores de tokens em apenas um mês, num sinal claro de maturidade do setor.
Segundo a Cointelegraph.com News, Hyperliquid, EdgeX e Pump.fun devolveram coletivamente cerca de US$ 96 milhões em receita aos detentores de seus tokens ao longo de um período de 30 dias. O dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo que representa: a comunidade cripto começa a priorizar ganhos reais e verificáveis em vez de métricas infladas de volume de transações.
A mudança de narrativa é relevante. Durante anos, projetos DeFi foram avaliados principalmente pelo volume de operações em seus protocolos — uma métrica fácil de manipular. A nova leva de aplicativos demonstra que é possível construir modelos de negócio sustentáveis, onde a receita gerada pelo protocolo é efetivamente compartilhada com quem detém os tokens nativos.
Leia tambem: o que e DeFi e como funciona.
Quem são os três protocolos e quanto distribuíram
Cada um dos três aplicativos opera em nichos distintos do ecossistema descentralizado, o que torna o desempenho combinado ainda mais expressivo. Confira o detalhamento:
Exchange descentralizada de derivativos que lidera o ranking de distribuição, com a maior fatia dos US$ 96 milhões repassados a holders do token HYPE no período de 30 dias.
Protocolo de trading descentralizado que figura entre os destaques do período, contribuindo de forma significativa para o total agregado distribuído aos detentores de tokens.
Plataforma de lançamento de memecoins na rede Solana, conhecida pelo alto volume de criação de tokens, que também integra o grupo ao distribuir receita operacional aos seus holders.
A virada de narrativa: de volume para receita real
A tendência observada nesses três protocolos reflete um movimento mais amplo no mercado. Analistas e investidores institucionais passaram a questionar a validade do volume de transações como métrica isolada de saúde de um protocolo, especialmente após casos em que números foram inflados artificialmente por wash trading e incentivos excessivos de liquidez.
A receita efetiva distribuída a holders — também chamada de “real yield” em inglês — surge como alternativa mais transparente. Nesse modelo, parte das taxas cobradas pelo protocolo é direcionada diretamente a quem detém ou faz staking do token nativo, criando um fluxo de caixa verificável em blockchain.
O que é “real yield” no DeFi?
O termo refere-se à receita genuinamente gerada pelas operações de um protocolo — taxas de swap, liquidações, abertura de posições — e redistribuída a detentores de tokens. Diferente de recompensas inflacionárias pagas com emissão de novos tokens, o real yield vem de atividade econômica concreta dentro do protocolo.
Para o mercado, a consolidação desse modelo pode representar uma maior maturidade do setor DeFi como um todo. Protocolos que conseguem sustentar distribuição de receita ao longo do tempo tendem a atrair capital de perfis mais conservadores, que exigem fundamentals claros antes de alocar recursos.
📌 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem foram apurados e divulgados originalmente pela Cointelegraph.com News. O KriptoHoje reescreve e contextualiza as informações para o público brasileiro, sem alterar os fatos reportados na fonte primária.
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