A OKX, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, estaria em conversas para adquirir uma participação de 20% na Coinone, plataforma relevante no mercado sul-coreano de ativos digitais.
Segundo o portal Crypto Briefing, a OKX — exchange sediada em Seychelles e com forte presença global — estaria negociando a aquisição de uma participação de 20% na Coinone, uma das exchanges de criptomoedas mais tradicionais da Coreia do Sul. O movimento, se confirmado, representaria uma das entradas mais diretas de uma plataforma internacional no mercado cripto sul-coreano nos últimos anos.
A Coinone opera há mais de uma década e figura entre as exchanges licenciadas pelo governo sul-coreano. Embora não seja a maior do país — posto ocupado pela Upbit —, a plataforma mantém base de usuários relevante e infraestrutura regulatória consolidada, o que a torna um ativo estratégico para qualquer player global que queira operar legalmente na região.
Para investidores iniciantes que ainda estão conhecendo o ecossistema, vale entender que exchanges são plataformas onde é possível negociar criptomoedas. Se quiser se aprofundar no tema, confira o guia completo de criptomoedas da KriptoBR.
Por que a Coreia do Sul importa para o mercado cripto?
A Coreia do Sul é um dos mercados de criptomoedas mais ativos do mundo. O país tem um dos maiores volumes de negociação per capita em ativos digitais e uma base de investidores de varejo extremamente engajada. Não à toa, o chamado “kimchi premium” — diferença de preço entre exchanges locais e internacionais — é monitorado globalmente como termômetro de demanda regional.
Ao mesmo tempo, o ambiente regulatório sul-coreano é rigoroso. Exchanges estrangeiras enfrentam barreiras significativas para operar diretamente no país, o que torna a aquisição de uma participação em uma plataforma local uma rota estratégica — e mais rápida — de acesso ao mercado.
A Coreia do Sul é um dos maiores mercados de varejo cripto do mundo, com alta penetração entre investidores individuais e forte cultura de negociação de ativos digitais.
Exchanges precisam de licença específica para operar no país. A Coinone já possui registro junto às autoridades sul-coreanas, o que representa uma vantagem regulatória considerável.
A OKX vem expandindo sua presença em mercados regulados ao redor do mundo. Uma participação na Coinone seria mais um passo nessa direção, sem precisar construir uma operação local do zero.
Se o negócio se concretizar, pode pressionar concorrentes locais como Upbit e Bithumb, além de sinalizar maior interesse de players globais pelo mercado asiático.
Negociações ainda não foram confirmadas oficialmente
Segundo a Crypto Briefing, as tratativas entre OKX e Coinone ainda estão em fase preliminar e nenhuma das partes confirmou publicamente os termos ou o andamento das negociações. O valor da transação e a estrutura definitiva do acordo permanecem desconhecidos até o momento da publicação desta reportagem.
A movimentação ocorre em um momento em que diversas exchanges globais buscam consolidar posições em mercados asiáticos com regulamentação mais clara. Japão, Cingapura, Hong Kong e Coreia do Sul têm atraído atenção de plataformas que desejam operar dentro de marcos legais estabelecidos — uma tendência que se intensificou após os eventos de 2022, quando colapsos de grandes empresas do setor aumentaram a pressão por mais transparência e conformidade regulatória.
Para a Coinone, uma parceria com a OKX poderia significar acesso a liquidez internacional, tecnologia e uma base de usuários muito mais ampla. Para a OKX, representa um atalho regulatório em um dos mercados mais cobiçados da Ásia.
📌 Nota editorial
As informações desta reportagem são baseadas em fontes jornalísticas secundárias, especificamente a Crypto Briefing. O KriptoHoje não teve acesso direto a documentos ou confirmações oficiais das partes envolvidas. Recomendamos acompanhar comunicados oficiais da OKX e da Coinone para atualizações.
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