A empresa de Michael Saylor voltou às compras e reforçou sua posição dominante: a Strategy agora controla cerca de 4% de todo o Bitcoin que jamais existirá.
A Strategy, empresa de software e inteligência de negócios controlada por Michael Saylor, anunciou a aquisição de mais 24.869 bitcoins por um preço médio de US$ 80.985 por unidade. A operação, cujo valor total gira em torno de R$ 10 bilhões, elevou o portfólio total da companhia para impressionantes 843.738 BTC.
O montante acumulado representa aproximadamente 4% de toda a oferta circulante de Bitcoin — e quase 4% do limite máximo de 21 milhões de unidades que o protocolo permite emitir. Segundo o Portal do Bitcoin, a Strategy se consolida, com folga, como a maior detentora corporativa de BTC do mundo.
A estratégia da empresa não é nova. Saylor iniciou as aquisições em agosto de 2020 como forma de proteger o caixa corporativo contra a desvalorização do dólar, transformando o Bitcoin na principal reserva de valor do balanço da companhia. Desde então, a Strategy tornou-se uma referência — e também uma aposta concentrada — no mercado de criptoativos.
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843.738 BTC em carteira — maior posição corporativa em Bitcoin do mundo, à frente de governos e fundos tradicionais.
US$ 80.985 por BTC na última aquisição, totalizando aproximadamente R$ 10 bilhões investidos nesta rodada.
Cerca de 4% de todo o Bitcoin em circulação está sob custódia da Strategy, concentração sem precedente no mercado corporativo.
As aquisições começaram em agosto de 2020. Desde então, a empresa nunca vendeu BTC e segue aumentando a posição consistentemente.
O que isso significa para o mercado?
A concentração de 4% do supply em mãos de uma única empresa privada acende um debate relevante entre analistas: por um lado, sinaliza confiança institucional de longo prazo no ativo. Por outro, representa um fator de risco de concentração — qualquer movimentação relevante da Strategy nos mercados teria impacto significativo sobre o preço do Bitcoin.
O modelo da Strategy tem inspirado outras empresas a adotar o Bitcoin como ativo de reserva corporativa. Nos últimos meses, companhias de diferentes setores — de mineradoras a fintechs — passaram a declarar posições em BTC em seus balanços, ainda que em escala bem menor do que a liderada por Saylor.
Para quem acompanha o mercado, o movimento reforça a tese de escassez progressiva do Bitcoin: com o halving de 2024 já em curso reduzindo a emissão de novos blocos à metade, e grandes players retirando moedas de circulação, a oferta disponível nos mercados tende a se tornar cada vez mais restrita.
📰 Nota editorial
As informações sobre a aquisição foram reportadas originalmente pelo Portal do Bitcoin. O KriptoHoje apurou e contextualizou os dados de forma independente. Valores em reais são estimativas com base na cotação do dólar no período da operação.
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