A Tether, emissora da stablecoin USDT, anuncia investimento na fintech LemFi para expandir remessas globais com criptoativos — e coloca pressão direta sobre bancos tradicionais.
A Tether, empresa responsável pela emissora da stablecoin USDT, anunciou nesta segunda-feira (18) um aporte financeiro na LemFi, plataforma especializada em pagamentos e remessas internacionais. O acordo marca uma movimentação relevante no setor de transferências transfronteiriças, segmento historicamente dominado por bancos e operadoras tradicionais como Western Union e MoneyGram.
Segundo a Livecoins, a iniciativa tem foco direto em trabalhadores imigrantes — uma das populações mais dependentes de serviços de remessa e, ao mesmo tempo, uma das mais penalizadas por altas taxas e burocracia bancária. Com o aporte da Tether, a LemFi pretende integrar criptoativos ao seu fluxo de pagamentos, tornando as transferências mais rápidas e acessíveis.
A LemFi já opera em dezenas de corredores de pagamento ao redor do mundo, conectando diásporas africanas, latino-americanas e asiáticas com seus países de origem. A entrada da Tether na estrutura da empresa pode acelerar a adoção do USDT como instrumento de remessa, aproveitando a estabilidade da stablecoin atrelada ao dólar americano para minimizar a volatilidade nas transferências.
Por que isso importa para o ecossistema cripto
O mercado global de remessas movimenta mais de 800 bilhões de dólares por ano, segundo dados do Banco Mundial. As taxas médias cobradas ainda giram em torno de 6%, valor considerado elevado por órgãos internacionais. Soluções baseadas em blockchain e stablecoins têm potencial de reduzir esse custo de forma expressiva.
Nesse contexto, o Ethereum também desempenha papel central: grande parte das transações com USDT ocorre sobre a rede Ethereum, que oferece infraestrutura de contratos inteligentes e liquidez profunda para a stablecoin. Para quem quer entender melhor como essa rede funciona, a KriptoBR preparou um guia completo de Ethereum.
Transferências via blockchain podem ser liquidadas em minutos, independentemente do horário ou fuso horário — ao contrário dos sistemas bancários tradicionais.
O USDT é indexado ao dólar americano, o que reduz a exposição à volatilidade típica de criptomoedas como Bitcoin e Ether durante as transferências.
A LemFi já cobre corredores de pagamento em múltiplos continentes, conectando comunidades imigrantes com seus países de origem sem burocracia bancária excessiva.
A movimentação da Tether intensifica a concorrência com instituições financeiras tradicionais, que ainda cobram taxas elevadas para remessas internacionais.
Tether além do USDT
Nos últimos anos, a Tether tem expandido sua atuação para além da emissão de stablecoins. A empresa já realizou investimentos em infraestrutura de mineração de Bitcoin, em projetos de inteligência artificial e, agora, em fintechs de pagamento. O movimento sinaliza uma estratégia de diversificação que vai além do papel de emissor de ativos digitais estáveis.
Para a Tether, o investimento na LemFi representa mais do que uma aposta financeira: é uma forma de ampliar a utilidade prática do USDT no mundo real. À medida que stablecoins ganham terreno em casos de uso cotidianos, a pressão regulatória também tende a crescer — o que torna o posicionamento estratégico da empresa ainda mais relevante para o setor.
📌 Nota editorial
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