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Bitcoin ATMs nos EUA entram em colapso por fraudes e taxas

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A maior rede de caixas eletrônicos de Bitcoin dos Estados Unidos entrou em colapso em maio de 2025, vítima de uma combinação de fraudes generalizadas, proibições regulatórias e taxas que afastaram usuários.

A Bitcoin Depot, operadora de uma das maiores redes de ATMs de Bitcoin do mundo, protocolou pedido de recuperação judicial sob o Capítulo 11 em 18 de maio de 2025, no Distrito Sul do Texas. No mesmo dia, a empresa anunciou o encerramento imediato de todas as operações e a colocação de seus ativos à venda — derrubando uma rede que chegou a contar com mais de 9.000 quiosques ativos em agosto de 2024.

Segundo a CryptoSlate, um documento protocolado junto à SEC em 12 de maio já sinalizava dificuldades financeiras graves, dias antes do pedido formal de falência. A queda da Bitcoin Depot não é um evento isolado: ela expõe as fraturas estruturais de todo o modelo de negócios de ATMs de criptomoedas nos Estados Unidos.

Para entender o contexto, vale conhecer o que é e como funciona o Bitcoin. Leia também nosso guia completo de Bitcoin para iniciantes.

Os três pilares do colapso

O setor de ATMs de Bitcoin nos EUA vinha sendo pressionado simultaneamente por três frentes distintas, que juntas tornaram o modelo cada vez menos sustentável para os operadores.

🚨 Fraudes em larga escala

ATMs de Bitcoin tornaram-se ferramenta preferida de golpistas, que convencem vítimas — muitas vezes idosos — a depositar dinheiro em quiosques como forma de pagamento fraudulento. A FTC apontou o setor como vetor significativo de perdas para consumidores norte-americanos.

🏛️ Proibições e restrições regulatórias

Diversos estados americanos aprovaram legislações restringindo ou proibindo ATMs de cripto, em resposta direta ao aumento de fraudes. O escrutínio regulatório elevou custos de conformidade e reduziu drasticamente as localizações viáveis para instalação.

💸 Taxas que afastam usuários

ATMs de Bitcoin historicamente cobram entre 10% e 25% por transação — valores muito acima das exchanges digitais. Com a popularização de plataformas online de baixo custo, o apelo dos quiosques físicos foi corroído de forma irreversível.

📉 Queda no volume de transações

A combinação de má reputação e concorrência digital reduziu o número de transações por máquina, tornando inviável a manutenção de uma rede extensa. Menos volume significa menos receita para cobrir custos fixos de locação e operação.

O tamanho da queda

No auge, a Bitcoin Depot operava mais de 9.000 quiosques distribuídos globalmente, sendo a empresa líder absoluta no segmento de ATMs de criptomoedas nos Estados Unidos. Com o pedido de Capítulo 11, toda essa infraestrutura foi desligada em um único dia, deixando usuários e parceiros comerciais sem aviso prévio operacional adequado.

O que muda para o mercado de Bitcoin

A falência da Bitcoin Depot não representa o fim do acesso popular ao Bitcoin, mas indica uma mudança de rota no modelo de distribuição do ativo. O acesso via smartphone e exchanges digitais regulamentadas consolidou-se como o caminho principal para novos usuários, especialmente após a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA no início de 2024.

O episódio também reforça a importância de custódia própria dos ativos. Usuários que dependiam exclusivamente de quiosques físicos para acessar seus fundos foram afetados de maneira abrupta pelo encerramento das operações. Manter Bitcoin em uma carteira de hardware elimina a dependência de intermediários que podem falir ou suspender serviços sem aviso.

📰 Nota editorial

As informações sobre o pedido de falência da Bitcoin Depot e os detalhes da rede de quiosques foram reportados originalmente pela CryptoSlate, com base em documentos públicos protocolados na SEC e no tribunal do Distrito Sul do Texas. O KriptoHoje reapurou e contextualizou os dados para o leitor brasileiro.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Especializada em orientação a novos usuários de autocustódia e em prevenção a golpes envolvendo criptoativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Amanda Gomes
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Especializada em orientação a novos usuários de autocustódia e em prevenção a golpes envolvendo criptoativos.

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