Com 37 bancos de 15 países, o consórcio Qivalis quer criar uma stablecoin em euros e desafiar a dominância do dólar nas finanças baseadas em blockchain.
O setor bancário europeu está se movimentando de forma coordenada para criar uma stablecoin denominada em euros. O consórcio Qivalis, que reúne 37 instituições financeiras espalhadas por 15 países, anunciou planos de lançar o ativo ainda no segundo semestre de 2025. A iniciativa representa uma das apostas mais ambiciosas da Europa para ganhar protagonismo no mercado de criptoativos.
Segundo a CryptoSlate, o banco holandês ING destacou que as stablecoins já são amplamente utilizadas em pagamentos internacionais e na liquidação de títulos baseados em blockchain. O problema, segundo a instituição, é que a maior parte dessas transações ocorre em dólares americanos, gerando exposição cambial para empresas e bancos europeus que operam nesse ecossistema.
A proposta do Qivalis é direta: oferecer uma alternativa em euros que permita a empresas e instituições europeias realizar operações financeiras on-chain sem precisar converter moeda ou assumir risco cambial atrelado ao dólar. A iniciativa também dialoga com o avanço regulatório da União Europeia por meio do marco MiCA (Markets in Crypto-Assets), que cria um ambiente mais previsível para emissores de stablecoins no bloco.
O que está em jogo para o euro no mercado on-chain
A dominância do dólar em stablecoins não é novidade. Tokens como USDT e USDC respondem pela esmagadora maioria do volume negociado globalmente. Para a Europa, isso significa que mesmo transações internas ao bloco frequentemente passam por ativos dolarizados, algo que preocupa tanto reguladores quanto o setor bancário tradicional.
Nesse contexto, o Ethereum aparece como infraestrutura central das discussões. Grande parte dos contratos inteligentes, protocolos de finanças descentralizadas e emissões de títulos tokenizados roda sobre a rede Ethereum. Uma stablecoin em euros que opere nativamente nessa rede poderia simplificar significativamente as operações de bancos europeus no ambiente on-chain. Para entender melhor como essa rede funciona, confira o guia completo de Ethereum.
O consórcio Qivalis é o maior esforço conjunto do setor bancário europeu para emitir uma stablecoin regulamentada em euros.
A stablecoin em euros busca eliminar a exposição cambial de empresas europeias que operam em blockchains dominadas por ativos dolarizados.
O marco MiCA da União Europeia oferece segurança jurídica para emissores de stablecoins, favorecendo iniciativas como o Qivalis.
O ativo está planejado para ser lançado no segundo semestre de 2025, segundo informações divulgadas pelo consórcio.
Dólar x Euro: quem define o padrão das finanças on-chain?
A pergunta que o Qivalis coloca em debate vai além da tecnologia: trata-se de soberania monetária. Se as finanças baseadas em blockchain continuarem operando majoritariamente em dólares, a Europa pode ver sua influência monetária enfraquecer mesmo dentro de transações realizadas por empresas europeias. A stablecoin em euros é, nesse sentido, também uma questão de política econômica.
📰 Contexto editorial
As informações sobre o consórcio Qivalis e a participação do ING no debate sobre stablecoins em euros foram reportadas originalmente pela CryptoSlate. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro, sem alterar os fatos reportados.
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