InícioRegulaçãoGlobalCFTC teria demitido servidores que questionaram criptoempresa

CFTC teria demitido servidores que questionaram criptoempresa

-

Uma investigação do New York Times aponta que a reguladora americana de derivativos, a CFTC, teria afastado servidores que levantaram objeções à aprovação de empresas cripto com vínculos políticos.

A Commodity Futures Trading Commission (CFTC), principal órgão regulador de derivativos dos Estados Unidos, está no centro de uma denúncia grave. Segundo reportagem publicada pelo The New York Times e repercutida pelo portal The Block, a agência teria dispensado ou afastado funcionários que questionaram internamente a aprovação de empresas de criptomoedas com ligações ao ex-presidente Donald Trump.

A investigação indica que três empresas do setor cripto conseguiram aprovações regulatórias mesmo após objeções formais de servidores de carreira da CFTC. Os profissionais que levantaram preocupações técnicas e de conformidade sobre esses processos teriam sido posteriormente removidos de suas funções.

O que aponta a reportagem do NYT

Segundo a reportagem, dois dirigentes da CFTC que intervieram diretamente para viabilizar as aprovações das empresas — mesmo diante das objeções da equipe técnica — deixaram o órgão regulador e passaram a ocupar cargos no setor privado. Um deles foi contratado pela MoonPay, plataforma de pagamentos em criptomoedas, e o outro pela Gemini Titan, ligada à exchange Gemini, dos irmãos Winklevoss.

O movimento de servidores públicos para empresas do setor que regulavam — prática conhecida em inglês como revolving door — levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e sobre a integridade dos processos de aprovação conduzidos pela agência.

O que é a CFTC?

A Commodity Futures Trading Commission é uma agência federal independente dos EUA responsável por regular os mercados de derivativos, futuros e opções — incluindo contratos futuros de Bitcoin e outras criptomoedas. Suas decisões de aprovação ou rejeição afetam diretamente quais produtos e empresas cripto podem operar legalmente no mercado americano.

Contexto: regulação cripto nos EUA em disputa

O caso ocorre em um momento em que o ambiente regulatório para criptomoedas nos Estados Unidos passa por mudanças significativas. Sob a influência política do governo Trump, agências como a CFTC e a SEC (Securities and Exchange Commission) têm adotado postura mais permissiva em relação ao setor — o que, para críticos, abre espaço para decisões baseadas em interesses políticos e não apenas em critérios técnicos.

Segundo a The Block, a reportagem do NYT detalha como o processo interno da CFTC teria sido contornado. Funcionários com anos de experiência técnica foram ignorados ou afastados, enquanto as aprovações avançavam por caminhos não convencionais dentro da burocracia da agência.

🏛️ Empresas aprovadas

Três empresas cripto com supostos vínculos políticos teriam recebido aprovações da CFTC mesmo diante de objeções formais de servidores técnicos da agência.

🚪 Porta giratória

Dois ex-dirigentes da CFTC que facilitaram as aprovações migraram para cargos em empresas do setor: MoonPay e Gemini Titan.

⚠️ Servidores afastados

Funcionários de carreira que levantaram objeções técnicas aos processos de aprovação teriam sido dispensados ou removidos de suas funções na agência.

🇺🇸 Ambiente regulatório

O episódio acontece num período de postura mais permissiva das agências reguladoras americanas em relação ao mercado de criptomoedas.

📰 Nota editorial

As alegações descritas nesta reportagem são baseadas na investigação publicada pelo New York Times e repercutidas pelo The Block. O KriptoHoje não teve acesso independente aos documentos internos da CFTC. A agência não se pronunciou publicamente sobre os relatos até o momento de publicação desta matéria.

Para quem está começando a entender o mercado de criptomoedas, episódios como este mostram como a regulação tem papel central na definição de quais empresas e produtos podem ou não operar. Se você ainda não conhece os fundamentos do setor, confira este guia completo de criptomoedas.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Guarde suas criptos com segurança

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conhecer a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Vazamento na Brasil Bitcoin: hacker diz ter dados de 657 mil

Um criminoso diz ter 657.547 registros de clientes da Brasil Bitcoin e cobra resgate. A corretora investiga, nega acesso a fundos e diz que não houve vazamento de senhas.

Corretoras cripto sem licença: risco criminal após 30/10

Fim do prazo do Banco Central para PSAVs em 30 de outubro de 2026 pode levar administradores de empresas sem autorização a responder por crime contra o sistema financeiro.

Primeiro indeferimento do Banco Central muda regime de PSAVs

O Banco Central publicou em 28 de setembro o primeiro indeferimento no regime de autorização de ativos digitais e sinalizou que casos inviáveis podem ser resolvidos antes do prazo final.

Spyware para iPhone caça carteiras cripto a cada 15 segundos

A iVerify descreveu o P7 DarkSword, variante de spyware que busca carteiras cripto em iPhones já comprometidos e consulta o servidor dos atacantes a cada 15 segundos.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR