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ETF de Bitcoin da BlackRock registra 2ª maior saída da história

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O iShares Bitcoin Trust, da gestora BlackRock, registrou resgates de US$ 527,8 milhões em um único pregão, ficando apenas atrás do recorde histórico registrado em janeiro deste ano.

O iShares Bitcoin Trust (IBIT), o maior ETF de Bitcoin do mundo por patrimônio sob gestão, atravessou um de seus piores dias desde o lançamento. A saída líquida de US$ 527,8 milhões em um único pregão coloca o evento como a segunda maior retirada da história do fundo, superada apenas pelo episódio de 30 de janeiro, quando os resgates bateram um recorde ainda não igualado.

O movimento ocorreu em um cenário de elevada tensão geopolítica no Oriente Médio, que pressionou ativos considerados de risco em diversas classes — incluindo criptomoedas. Segundo o Portal do Bitcoin, o valor ficou muito próximo do recorde absoluto registrado no início do ano, reacendendo o debate sobre a sensibilidade dos ETFs de Bitcoin a choques externos.

Para entender melhor o ativo por trás desse instrumento financeiro, confira o guia completo de Bitcoin para iniciantes.

📉 Saída do dia

US$ 527,8 milhões em resgates líquidos no IBIT em um único pregão — a 2ª maior saída diária desde a criação do fundo.

🏆 Recorde histórico

O maior resgate da história do IBIT ocorreu em 30 de janeiro. O evento atual ficou muito próximo desse patamar.

🌍 Fator geopolítico

Tensões no Oriente Médio pressionaram ativos de risco globalmente, incluindo criptomoedas e produtos financeiros atrelados a elas.

🏦 Gestora

A BlackRock é a maior gestora de ativos do mundo. O IBIT se tornou o ETF de Bitcoin com maior patrimônio sob gestão globalmente.

O que está por trás dos resgates

Analistas apontam que o comportamento dos investidores institucionais — principal base de cotistas do IBIT — tende a ser mais reativo a eventos macroeconômicos e geopolíticos do que o de investidores de varejo diretamente expostos ao ativo. Em momentos de incerteza, a realização de lucros ou a redução de posições em ativos voláteis é uma prática comum de gestão de risco em portfólios institucionais.

O Bitcoin historicamente apresenta correlação com o apetite global por risco. Quando conflitos ou crises geopolíticas escalam, há uma tendência de fuga para ativos percebidos como mais seguros, como títulos do Tesouro americano e o dólar — o que pode explicar parte da pressão vendedora observada no IBIT.

Contexto: o que é um ETF de Bitcoin?

Um ETF (Exchange-Traded Fund) de Bitcoin é um fundo negociado em bolsa que rastreia o preço do Bitcoin, permitindo que investidores tenham exposição à criptomoeda sem precisar custodiá-la diretamente. O IBIT, da BlackRock, foi aprovado pela SEC norte-americana em janeiro de 2024 e rapidamente acumulou bilhões em patrimônio, tornando-se referência global nessa categoria.

Apesar do volume expressivo de saídas, especialistas lembram que episódios pontuais de resgates elevados não necessariamente refletem uma mudança estrutural no interesse institucional pelo ativo. O IBIT ainda acumula um dos maiores patrimônios da história recente dos ETFs de commodities e criptoativos nos Estados Unidos.

📰 Fonte

As informações sobre o volume de saídas do IBIT foram apuradas e publicadas originalmente pelo Portal do Bitcoin, veículo de referência em notícias sobre criptomoedas no Brasil.

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