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Bitcoin cai para US$ 66 mil: o que está por trás da queda

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O Bitcoin perdeu o suporte dos US$ 70 mil e registrou mínimas em meses, pressionado por uma combinação de saídas em ETFs, instabilidade geopolítica e a venda de posições pela Strategy.

O Bitcoin atravessou uma das semanas mais difíceis dos últimos meses. A principal criptomoeda do mercado cedeu o patamar dos US$ 70 mil e chegou a ser negociada na faixa dos US$ 66 mil, nível não visto desde meados do ano. A retração acendeu o alerta entre analistas e investidores sobre a sustentabilidade do rali recente.

Segundo o Portal do Bitcoin, a queda não foi causada por um único evento, mas pela convergência de três fatores distintos: saídas de capital nos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, aumento da tensão geopolítica global e movimentos de venda realizados pela Strategy (antiga MicroStrategy), uma das maiores detentoras corporativas de BTC do mundo.

Para quem quer entender melhor como o Bitcoin funciona antes de acompanhar essas oscilações, vale conferir o guia completo de Bitcoin para iniciantes, da KriptoBR.

Os três vetores da pressão vendedora

📉 Saídas nos ETFs à vista

Os fundos de Bitcoin negociados em bolsa nos EUA registraram resgates líquidos relevantes, reduzindo a demanda institucional que havia sustentado o mercado nas semanas anteriores.

🌍 Tensão geopolítica global

Conflitos e incertezas no cenário internacional aumentaram a aversão ao risco entre investidores, que migraram para ativos considerados mais seguros, afastando capital dos mercados de criptoativos.

🏢 Venda da Strategy

A Strategy, empresa conhecida pela sua estratégia agressiva de acumulação de Bitcoin, realizou vendas de parte de suas posições, gerando pressão adicional sobre o preço do ativo.

A combinação desses elementos criou um ambiente propício para a aceleração das vendas. Quando os ETFs registram saídas, a liquidez institucional que antes absorvia pressão vendedora passa a exercer o efeito contrário, amplificando as quedas.

O que dizem os analistas?

Parte dos analistas avalia que a correção para a faixa dos US$ 66 mil representa um teste de suporte relevante. Caso o nível não se sustente, as atenções se voltam para a região dos US$ 60 mil a US$ 62 mil, identificada como zona de demanda histórica. Por outro lado, uma recuperação acima dos US$ 70 mil seria interpretada como retomada do viés de alta de curto prazo.

O papel dos ETFs no novo ciclo do Bitcoin

A aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, no início de 2024, trouxe um novo perfil de investidor para o mercado: o institucional, avesso a volatilidade excessiva e sensível a mudanças de cenário macroeconômico. Esse movimento foi celebrado como uma maturação do mercado cripto.

No entanto, o episódio recente expõe a outra face dessa moeda. Os mesmos fluxos institucionais que impulsionam altas expressivas podem amplificar quedas quando o apetite por risco diminui. Os dados de fluxo dos ETFs passaram a ser monitorados diariamente por traders ao redor do mundo como um termômetro do humor do mercado.

📌 Nota editorial

As informações sobre as causas da queda do Bitcoin foram reportadas originalmente pelo Portal do Bitcoin. O KriptoHoje reapresentou os dados com análise própria e contextualização adicional para o leitor brasileiro.

O mercado de criptoativos segue sendo um dos mais voláteis entre as classes de ativos globais. Movimentos de 10% a 20% em poucos dias ainda são considerados parte da dinâmica normal do setor, embora cada correção traga consigo incerteza e questionamentos sobre a tendência de médio prazo.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

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