Os três maiores bancos do Japão se unem para criar uma stablecoin compartilhada, em movimento que acompanha uma tendência global de instituições financeiras tradicionais entrando no mercado de tokens digitais.
O Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG), o Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC) e o Mizuho Bank estão negociando a formação de um consórcio para emitir uma stablecoin conjunta no Japão. O lançamento está previsto para 2026, segundo informações reportadas pela BeInCrypto.
A iniciativa representa uma mudança significativa no posicionamento dessas instituições em relação aos ativos digitais. Em vez de desenvolverem soluções isoladas, os três gigantes financeiros optaram por uma abordagem colaborativa, o que pode ampliar a adoção e a interoperabilidade da moeda digital entre os participantes do sistema bancário japonês.
Segundo a BeInCrypto, a stablecoin seria lastreada em iene japonês e usaria infraestrutura de blockchain para facilitar pagamentos e transferências de forma mais ágil e econômica do que os sistemas tradicionais. Os detalhes técnicos do projeto ainda estão sendo definidos pelas partes envolvidas.
Leia também: guia completo de criptomoedas.
Uma tendência global em expansão
O movimento japonês não ocorre de forma isolada. Bancos em diversas partes do mundo têm acelerado o desenvolvimento de tokens emitidos por instituições financeiras, buscando modernizar pagamentos internacionais e reduzir custos operacionais.
Opera o JPM Coin desde 2019, utilizado para liquidação instantânea de transferências entre clientes institucionais do banco.
A fintech americana também ingressou na corrida por tokens bancários, ampliando sua presença no segmento de ativos digitais.
Os megabancos japoneses apostam em uma stablecoin conjunta lastreada em iene, com lançamento previsto para 2026.
O Japão regulamentou stablecoins em 2022, abrindo caminho legal para que bancos licenciados emitam tokens lastreados em moeda fiduciária.
O que é uma stablecoin bancária?
Uma stablecoin bancária é um token digital emitido diretamente por uma instituição financeira regulada, com valor atrelado a uma moeda tradicional — como o iene ou o dólar. Diferentemente de stablecoins privadas, como o USDT ou o USDC, os tokens bancários contam com o respaldo direto de um banco e estão sujeitos à supervisão dos reguladores financeiros de cada país.
O Japão possui um dos marcos regulatórios mais avançados do mundo para stablecoins. Em 2022, o país aprovou legislação específica que permite a bancos licenciados emitirem tokens lastreados em moeda fiduciária, o que abriu caminho para iniciativas como a que está sendo planejada pelos três megabancos.
📰 Fonte
As informações sobre o consórcio entre MUFG, SMBC e Mizuho foram originalmente reportadas pela BeInCrypto. O KriptoHoje reapurou e contextualizou os dados para o leitor brasileiro.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Guarde seus ativos digitais com segurança
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
🌐 CBDC vs. stablecoin bancáriaQual a diferença entre uma moeda digital de banco central e um token emitido por um banco privado?
📘 Blockchain para iniciantesDescubra como a tecnologia por trás das criptomoedas está sendo adotada pelo sistema financeiro tradicional.
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
