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Foxbit ajudou na maior apreensão de Bitcoin em SC

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A Polícia Civil de Santa Catarina executou uma operação inédita contra um esquema financeiro envolvendo criptomoedas, com o suporte da corretora Foxbit — o maior caso de apreensão de moedas em autocustódia já registrado no estado.

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) cumpriu ordens judiciais na última quarta-feira (17) contra um esquema criminoso que desviou aproximadamente R$ 9 milhões dos cofres de uma empresa sediada na região Sul do país. A investigação apontou que parte expressiva dos recursos foi convertida em criptomoedas mantidas em autocustódia — carteiras digitais fora do controle de exchanges — o que elevou a complexidade técnica da operação.

Equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) atuaram em conjunto com a delegacia responsável pelo caso. Segundo as autoridades, a operação resultou na maior apreensão de criptomoedas em autocustódia já realizada no estado, marcando um precedente relevante para investigações financeiras envolvendo ativos digitais em Santa Catarina.

Conforme relatado pela Livecoins, um investigador envolvido no caso afirmou que a corretora Foxbit prestou suporte técnico e informacional à equipe policial, contribuindo de forma determinante para a localização e apreensão dos ativos. A colaboração entre autoridades públicas e empresas do setor cripto tem se tornado cada vez mais frequente em operações desse tipo no Brasil.

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O que torna a autocustódia um desafio para investigadores

Diferentemente de ativos mantidos em corretoras centralizadas, as criptomoedas em autocustódia ficam armazenadas diretamente em carteiras controladas pelo próprio usuário — sem intermediários. Isso significa que não há uma instituição que possa simplesmente bloquear ou transferir os fundos mediante ordem judicial, como ocorre com contas bancárias tradicionais.

🏦 Custódia em Exchange

Os ativos ficam sob guarda da corretora. Em caso de ordem judicial, a exchange pode bloquear ou transferir os fundos de forma relativamente direta.

🔐 Autocustódia (Self-Custody)

O usuário detém as chaves privadas. Sem cooperação do titular ou acesso físico ao dispositivo, a apreensão exige métodos técnicos altamente especializados.

É justamente nesse contexto que a participação da Foxbit ganha destaque. A corretora, ao identificar movimentações relacionadas ao caso, teria fornecido subsídios técnicos que permitiram aos investigadores rastrear o fluxo dos ativos até o ponto de autocustódia. O episódio evidencia como o setor privado pode — e, segundo reguladores, deve — colaborar com as forças de segurança em investigações financeiras.

Contexto: crimes financeiros e cripto no Brasil

O Brasil vem intensificando o aparato legal para crimes envolvendo criptoativos. A Lei 14.478/2022, que regulamentou o mercado cripto nacional, estabelece obrigações de compliance e reporte para exchanges, aproximando o setor das exigências já aplicadas a instituições financeiras tradicionais. Operações como a da PCSC tendem a se tornar mais frequentes à medida que o arcabouço regulatório amadurece.

📌 Nota editorial

O KriptoHoje apurou as informações com base na cobertura da Livecoins. Detalhes operacionais da investigação, como nomes dos investigados e o volume exato de criptomoedas apreendidas, não foram divulgados pelas autoridades até o fechamento desta edição.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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