A Binance superou US$ 1 trilhão em volume negociado em apenas 112 dias de 2025 — e pesquisadores de bancos centrais globais estão atentos ao que isso representa para a estabilidade financeira mundial.
O mercado de criptomoedas está passando por um fenômeno cada vez mais preocupante para reguladores internacionais: a liquidez global está se concentrando em um número cada vez menor de grandes exchanges. No centro dessa discussão está a Binance, maior corretora de criptoativos do mundo, que registrou mais de US$ 1 trilhão em volume de negociações nos primeiros 112 dias de 2025, segundo dados da plataforma de análise CryptoQuant.
Para quem está começando a entender o universo das criptomoedas, vale saber que volume de negociações representa o total de ativos comprados e vendidos em uma plataforma dentro de um período. Quanto maior o volume, mais central aquela exchange se torna para o funcionamento do mercado. Confira também nosso guia completo de criptomoedas para entender melhor como esse mercado funciona.
Segundo a CryptoSlate, pesquisadores ligados a bancos centrais globais descrevem essa estrutura como um “sistema financeiro sombra de criptomoedas” — uma referência a mercados que operam fora da supervisão regulatória tradicional, com alto grau de alavancagem e riscos sistêmicos ainda pouco mapeados pelas autoridades.
O que é um “sistema financeiro sombra”?
O termo “shadow financial system” (sistema financeiro sombra) é usado por economistas para descrever estruturas que desempenham funções bancárias — como custódia de recursos, concessão de crédito e intermediação de negociações — mas que não estão sujeitas às mesmas regras dos bancos tradicionais.
No caso das criptomoedas, a preocupação dos pesquisadores está na combinação de fatores: altíssimo volume financeiro, uso intenso de alavancagem (operar com mais dinheiro do que se possui) e a ausência de mecanismos de proteção como seguros de depósito ou acesso a empréstimos de última instância dos bancos centrais.
Mais de US$ 1 trilhão negociados nos primeiros 112 dias do ano, segundo dados da CryptoQuant.
Pesquisadores globais alertam para concentração de liquidez em plataformas altamente alavancadas e com pouca supervisão.
A liquidez cripto global está sendo absorvida por poucas exchanges de grande porte, reduzindo a diversidade do mercado.
O uso de derivativos alavancados nessas plataformas é visto como risco sistêmico por reguladores nos EUA e Europa.
Por que isso importa para o investidor comum?
A concentração de liquidez em poucas plataformas significa que, se uma delas enfrentar problemas — como o colapso da FTX em 2022 demonstrou —, as ondas de choque se espalham por todo o mercado. Investidores que mantêm seus ativos nessas exchanges estão expostos a riscos de contraparte que muitas vezes não são completamente compreendidos.
O que é risco de contraparte?
Quando você mantém seus criptoativos em uma exchange, tecnicamente eles não estão na sua posse direta — são uma promessa de pagamento da plataforma. Se a exchange falir, fraudar ou for hackeada, você pode perder seus fundos. Esse é o chamado risco de contraparte, e é por isso que especialistas em segurança sempre recomendam entender as opções de custódia própria dos ativos.
A discussão em torno da regulação das grandes exchanges está se intensificando nos Estados Unidos e na Europa. Autoridades regulatórias avaliam como enquadrar plataformas que operam com volumes trilionários mas ainda carecem de uma supervisão comparável à do sistema bancário convencional.
📰 Nota editorial
As informações sobre o volume da Binance e a caracterização do mercado cripto como “sistema financeiro sombra” foram originalmente reportadas pela CryptoSlate, com base em dados da CryptoQuant e em análises de pesquisadores de bancos centrais globais. O KriptoHoje reapresenta essas informações em português para fins informativos e educacionais.
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