A SecuX expandiu o suporte das suas carteiras físicas para mais de 300 blockchains compatíveis com a Ethereum Virtual Machine — de Polygon a Arbitrum. Entenda o que são essas redes e por que a custódia adequada dos ativos nunca foi tão relevante.
O ecossistema das cadeias EVM cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Hoje, mais de 300 blockchains rodam em ambientes compatíveis com a Ethereum Virtual Machine, permitindo que desenvolvedores repliquem contratos inteligentes e aplicativos descentralizados com custos menores e velocidades superiores às da rede Ethereum principal. A fabricante de hardware wallets SecuX acompanhou esse movimento e adicionou suporte nativo a esse universo de redes em seus dispositivos mais recentes.
Para quem ainda está aprendendo sobre o tema, compreender o que são as cadeias EVM, como elas se diferenciam entre si e quais riscos de segurança envolvem a gestão desses ativos é o primeiro passo antes de qualquer movimento. Para um panorama mais amplo sobre o Ethereum em si, vale consultar o guia completo de Ethereum publicado pela KriptoBR.
O que é a Ethereum Virtual Machine?
A Ethereum Virtual Machine (EVM) é, em termos técnicos, um computador virtual descentralizado que executa contratos inteligentes dentro da rede Ethereum. Cada vez que um novo bloco é confirmado na cadeia, a EVM recalcula o estado global da rede — saldos, contratos ativos, transações pendentes — garantindo que todos os nós cheguem ao mesmo resultado.
Além de processar transações, a EVM é a infraestrutura sobre a qual os desenvolvedores constroem aplicativos descentralizados (DApps). Sua arquitetura foi desenhada para ser determinística e isolada: o que acontece dentro da EVM não pode ser alterado por agentes externos, o que lhe confere o caráter imutável que define o Ethereum.
EVM em uma frase
A Ethereum Virtual Machine é o motor que processa contratos inteligentes e mantém o consenso da rede Ethereum. Qualquer blockchain que implemente as mesmas regras de execução é chamado de compatível com EVM — e pode rodar os mesmos contratos sem reescrever o código.
Por que existem tantas cadeias EVM?
A popularidade do Ethereum trouxe um problema concreto: congestionamento e altas taxas de gas. Em períodos de maior demanda, uma única transação simples chegou a custar dezenas de dólares, tornando inviável o uso cotidiano de DApps para grande parte dos usuários.
A resposta da indústria foi criar blockchains alternativos que reproduzem a arquitetura da EVM, mas com parâmetros ajustados para maior throughput e menor custo. Em vez de construir um ambiente completamente novo do zero, os desenvolvedores copiaram as especificações da EVM e ajustaram variáveis como tempo de bloco, mecanismo de consenso e estrutura de taxas.
O resultado são as chamadas cadeias EVM compatíveis: redes independentes que conseguem executar os mesmos contratos inteligentes do Ethereum, permitindo a portabilidade de projetos e a transferência de ativos por meio de pontes de cadeia cruzada (cross-chain bridges).
Redes EVM mais utilizadas em 2025
Uma das redes Layer 2 mais adotadas, com taxas próximas de zero e integração ampla com aplicativos DeFi e NFTs.
Rollup otimista que herda a segurança do Ethereum com taxas significativamente menores. Lidera em volume de transações entre os rollups.
Outro rollup otimista baseado em Ethereum, com ecossistema crescente e modelo de governança próprio via token OP.
Rede de alta velocidade com finalidade de transação em menos de dois segundos. Compatível com EVM via sua C-Chain.
SecuX e o suporte a mais de 300 cadeias EVM
A SecuX anunciou uma atualização de firmware que expande o suporte das carteiras físicas V20, W20 e W10 para mais de 300 blockchains compatíveis com EVM. A configuração é feita manualmente pelo usuário via aplicativo web SecuXess, sem necessidade de atualização de hardware.
Com a atualização, é possível adicionar qualquer rede EVM ao portfólio gerenciado pelo dispositivo, incluindo o recebimento e envio de moedas e tokens, verificação de saldo e acesso ao histórico de transações — quando o explorador de blocos da rede específica estiver disponível. Vale notar que nem todas as cadeias compatíveis com EVM mantêm exploradores públicos; nesses casos, a aba correspondente não aparece na interface.
A SecuX já oferecia suporte a tokens ERC-20, ERC-721 (NFTs) e ERC-1155 desde 2019, além de ter acompanhado a transição do Ethereum para o modelo de Prova de Participação. A adição de mais de 300 cadeias EVM é a expansão mais abrangente já realizada pela fabricante até agora. Modelos como a Ledger Flex também oferecem suporte nativo a múltiplas redes EVM, e dispositivos como a Trezor Safe 5 permitem gerenciar ativos em diversas cadeias com confirmação física diretamente no display do dispositivo — uma camada de segurança que carteiras de software não conseguem replicar.
Segurança no armazenamento de ativos EVM
Um ponto central na discussão sobre cadeias EVM é a segurança das chaves privadas. À medida que o ecossistema se expande, cresce também a superfície de ataque: cada nova rede, cada nova bridge e cada novo contrato inteligente representa um vetor potencial de risco.
Carteiras de hardware como as da SecuX utilizam um chip Secure Element de grau industrial (Infineon) para isolar a chave privada do ambiente conectado à internet. Mesmo que o computador do usuário seja comprometido por malware, a assinatura da transação só ocorre dentro do dispositivo físico — e precisa ser confirmada manualmente pelo usuário na tela do aparelho. Isso reduz drasticamente o risco de aprovação involuntária de transações maliciosas.
📌 Nota editorial
A compatibilidade com cadeias EVM não elimina os riscos inerentes ao uso de contratos inteligentes e bridges. Auditorias de código, reputação do protocolo e diversificação de exposição continuam sendo práticas recomendadas por pesquisadores de segurança independentes. Quem deseja aprofundar o entendimento sobre finanças descentralizadas pode encontrar estrutura didática no Curso DeFi do básico ao avançado da KriptoBR.
Vantagens e limitações das cadeias EVM
- ✅ Interoperabilidade Contratos desenvolvidos para Ethereum podem ser implantados em qualquer cadeia EVM compatível sem reescrever o código.
- ✅ Taxas reduzidas Redes como Polygon, Optimism e Arbitrum oferecem custos de transação significativamente menores que a mainnet do Ethereum.
- ✅ Ecossistema maduro Ferramentas, carteiras e documentação desenvolvidas para Ethereum funcionam, em grande parte, diretamente nessas redes.
- ✗ Risco de bridges A transferência de ativos entre cadeias via pontes cross-chain já foi o vetor de alguns dos maiores ataques da história DeFi.
- ✗ Fragmentação de liquidez Com centenas de redes ativas, a liquidez dos protocolos se dilui, criando ineficiências e maior slippage em operações maiores.
- ✗ Nem todas as redes têm exploradores Algumas cadeias EVM menos estabelecidas não disponibilizam exploradores de blocos públicos, dificultando a verificação de transações.
Por que a autocustódia importa no universo EVM?
Quanto maior a variedade de ativos e redes que um usuário gerencia, mais crítica se torna a autocustódia. Manter chaves privadas em exchanges centralizadas significa depender de terceiros para acessar ativos em qualquer uma dessas 300+ redes. Uma carteira de hardware devolve ao usuário o controle direto sobre seus fundos — independentemente da rede EVM em que estejam alocados.
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