Quarenta ataques registrados em um único mês: plataformas de criptomoedas acumularam US$ 75,87 milhões em perdas durante junho de 2026, reforçando um padrão persistente de vulnerabilidades no setor.
Segundo levantamento da firma de segurança PeckShield, divulgado pela BeInCrypto, o mês de junho de 2026 registrou ao menos 40 incidentes de segurança contra protocolos e plataformas de criptoativos. O total de perdas chegou a US$ 75,87 milhões, representando um aumento de 7,13% em relação ao mês anterior.
O ataque de maior impacto no período teve como alvo o Humanity Protocol, que liderou as perdas individuais do mês. O caso segue um padrão já conhecido no setor: bridges, contratos inteligentes mal auditados e chaves privadas comprometidas continuam sendo as principais portas de entrada para agentes maliciosos.
Os números reforçam que a segurança em Web3 permanece um desafio estrutural. Apesar dos avanços em ferramentas de auditoria e monitoramento on-chain, a velocidade de lançamento de novos protocolos frequentemente supera a capacidade de revisão técnica adequada.
Os principais vetores de ataque em junho
Protocolos de interoperabilidade entre blockchains seguem como alvo recorrente. A complexidade do código e o volume de fundos custodiados os tornam alvos de alto valor.
Falhas de lógica e vulnerabilidades não identificadas em auditorias permitem que invasores drenem fundos diretamente de pools e protocolos DeFi.
O comprometimento de credenciais — via phishing, engenharia social ou má gestão — continua sendo um dos vetores mais explorados, especialmente contra equipes de projetos.
Ataques direcionados a desenvolvedores e administradores de protocolos, frequentemente combinados com malware, permitem acesso a carteiras e sistemas críticos.
US$ 75,87 milhões em 40 ataques
A PeckShield contabilizou um aumento de 7,13% nas perdas de junho em relação ao mês anterior. O Humanity Protocol foi o incidente de maior expressão financeira do período. O padrão mensal de ataques indica que os agentes maliciosos operam de forma sistemática, explorando janelas de vulnerabilidade logo após o lançamento ou atualização de protocolos.
Para o usuário individual, a exposição direta a esses ataques costuma ocorrer quando os ativos estão custodiados em plataformas ou protocolos terceiros — não sob controle próprio. A autossegurança, com o uso de carteiras de hardware e boas práticas de gestão de chaves privadas, permanece a principal linha de defesa disponível para o investidor de varejo.
Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.
📰 Nota editorial
As informações sobre perdas e número de incidentes foram reportadas originalmente pela BeInCrypto com base em dados da firma de segurança blockchain PeckShield. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro. Valores em dólar americano (USD).
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