O Bitcoin registrou sua pior performance mensal desde junho de 2022, com queda de mais de 20%. Mas dados on-chain sugerem que o movimento de capitulação pode estar chegando a um ponto de exaustão.
O Bitcoin (BTC) encerrou fevereiro de 2025 com uma retração de 20,48% — o pior resultado mensal desde junho de 2022, quando o mercado ainda diluía os efeitos do colapso do ecossistema Terra/Luna. O cenário atual combina retração da demanda institucional, aversão ao risco nos mercados globais e pressão de venda de curto prazo. Apesar disso, três indicadores on-chain monitorados por analistas apontam sinais emergentes de esgotamento dos vendedores.
Segundo a BeInCrypto, a firma de análise on-chain Santiment reportou que os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos acumularam US$ 8,475 bilhões em saídas líquidas, aproximando-se de níveis historicamente associados a episódios de capitulação institucional. Para a Santiment, esses fluxos negativos tendem a marcar regiões de fundo quando atingem extremos.
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Os três sinais que analistas monitoram
Além dos fluxos de ETFs, outros dois indicadores on-chain reforçam a leitura de capitulação em curso. O conjunto de dados aponta para um mercado em fase de transição, onde vendedores de curto prazo estariam se aproximando do limite de tolerância às perdas.
A Santiment aponta US$ 8,475 bilhões em resgates líquidos nos ETFs à vista nos EUA. Historicamente, fluxos negativos extremos coincidem com regiões de esgotamento vendedor.
Métricas de custo médio mostram que grande parte dos compradores recentes está submersa. Esse grupo tende a capitular primeiro — e seu exaurimento pode sinalizar estabilização.
O volume de transações e o número de endereços ativos recuaram, refletindo desengajamento do mercado de varejo — padrão típico de fases tardias de correção.
O que a capitulação significa na prática
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
