O X Money chegou com promessas agressivas: 6% de juros anuais e cobertura de depósitos dez vezes maior do que o padrão federal americano. A senadora Elizabeth Warren não ficou satisfeita com as explicações.
A X Money, carteira digital integrada à rede social X, de Elon Musk, anunciou condições que chamaram atenção do mercado financeiro americano: rendimento de 6% ao ano sobre saldos depositados e cobertura de até US$ 10 milhões pelo FDIC — o fundo federal americano que garante depósitos bancários em caso de falência de instituições. O limite padrão do FDIC é de US$ 250 mil por correntista.
Segundo a Yahoo Finance, a proposta do X Money teria viabilidade por meio de parcerias com múltiplos bancos segurados pelo FDIC, permitindo que o teto de cobertura seja multiplicado. A prática, conhecida como deposit spreading, já é utilizada por algumas fintechs nos Estados Unidos, mas raramente em escala tão elevada.
A taxa de 6% ao ano também está acima da média praticada por grandes bancos e por diversas contas de alto rendimento disponíveis no mercado. Com o Federal Reserve mantendo os juros em patamar elevado nos últimos anos, algumas contas digitais chegaram a oferecer retornos próximos a esse nível — mas a promessa do X Money veio acompanhada de ceticismo por parte de analistas e legisladores.
Elizabeth Warren quer respostas
A senadora democrata Elizabeth Warren, conhecida por sua atuação em regulação financeira, encaminhou questionamentos formais sobre o funcionamento do X Money. Entre as dúvidas levantadas estão a estrutura jurídica por trás da cobertura ampliada do FDIC, a fonte dos recursos para sustentar o rendimento de 6% e os eventuais riscos para consumidores que aderirem ao serviço.
O lançamento do X Money faz parte de uma estratégia mais ampla de Musk para transformar o X em um superaplicativo financeiro — um modelo inspirado no WeChat chinês, que integra mensagens, pagamentos, investimentos e serviços em uma única plataforma. A empresa já obteve licenças de transmissão de dinheiro em dezenas de estados americanos.
No campo das criptomoedas, o avanço de plataformas como o X Money reacende o debate sobre custódia de ativos digitais e a importância de ferramentas independentes de armazenamento. Para quem deseja entender melhor o ecossistema descentralizado que cerca essas discussões, o guia completo de Ethereum da KriptoBR oferece uma visão aprofundada sobre como redes descentralizadas se diferenciam das plataformas centralizadas como o X Money.
6% ao ano sobre saldos depositados no X Money, acima da média de contas digitais concorrentes no mercado americano.
Até US$ 10 milhões por cliente, via parceria com múltiplos bancos segurados — 40 vezes o limite padrão federal de US$ 250 mil.
Elizabeth Warren formalizou perguntas sobre a estrutura jurídica, a sustentabilidade do rendimento e os riscos ao consumidor.
O X Money integra pagamentos e serviços financeiros ao X, seguindo o modelo do WeChat chinês — com licenças já obtidas em dezenas de estados americanos.
📌 Nota editorial
As informações sobre o X Money foram reportadas originalmente pela Yahoo Finance. O KriptoHoje apurou e reescreveu o conteúdo para contextualizá-lo ao leitor brasileiro. Detalhes operacionais do produto ainda podem mudar antes de um eventual lançamento amplo.
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