Novo levantamento da CertiK mostra que o mercado cripto enfrentou 344 incidentes de segurança no primeiro semestre de 2026, com perdas de US$ 1,3 bilhão — queda expressiva em relação aos US$ 2,47 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025.
A empresa de segurança blockchain CertiK divulgou nesta segunda-feira (6) seu relatório semestral de incidentes no ecossistema de criptomoedas. O documento contabiliza 344 ataques ao longo do primeiro semestre de 2026, com um volume total de perdas estimado em US$ 1,3 bilhão.
Segundo a Livecoins, o número de incidentes ficou praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 — quando foram registrados 345 casos —, mas o valor financeiro das perdas caiu de forma relevante: de US$ 2,47 bilhões para US$ 1,3 bilhão, uma redução de aproximadamente 47%.
A queda no volume perdido, mesmo com uma quantidade de ataques quase idêntica, sugere que parte dos projetos e protocolos avançou em mecanismos de resposta rápida e recuperação de fundos. Ainda assim, o patamar de prejuízos permanece elevado e reforça a necessidade de atenção constante à segurança de ativos digitais.
Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.
O que os números revelam sobre o cenário de segurança
A manutenção de uma frequência alta de ataques — cerca de dois incidentes por dia — indica que agentes maliciosos seguem ativos e bem organizados. Protocolos de finanças descentralizadas (DeFi), pontes entre blockchains e carteiras com gerenciamento inadequado de chaves privadas continuam entre os alvos mais explorados.
344 ataques identificados pela CertiK entre janeiro e junho de 2026 — praticamente o mesmo volume do ano anterior.
US$ 1,3 bilhão em prejuízos — queda de cerca de 47% frente aos US$ 2,47 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
345 incidentes e US$ 2,47 bilhões perdidos no primeiro semestre de 2025 — período marcado pelo hack da Bybit como caso mais expressivo.
Aproximadamente dois ataques registrados por dia, evidenciando a atividade persistente de agentes maliciosos no ecossistema.
Contexto: o hack da Bybit ainda pesa nos dados de 2025
Grande parte da diferença entre os dois semestres comparados é explicada pelo ataque à exchange Bybit no início de 2025, considerado um dos maiores roubos da história do setor. A ausência de um evento de magnitude similar no primeiro semestre de 2026 contribuiu para a redução expressiva no volume total de perdas, mesmo com a frequência de ataques praticamente inalterada.
Para usuários individuais, o relatório serve como lembrete de que a custódia própria de ativos — especialmente via hardware wallets — segue sendo uma das formas mais eficazes de reduzir a exposição a riscos de terceiros, como falhas em exchanges e protocolos DeFi.
📌 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem têm como fonte o relatório semestral publicado pela CertiK, empresa especializada em auditoria e segurança de smart contracts e protocolos blockchain, conforme divulgado pelo portal Livecoins em 6 de julho de 2026.
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