Um grupo criminoso no Reino Unido enganou oito vítimas ao se passar por policiais, usando sites falsos convincentes para roubar o equivalente a US$ 5,4 milhões em criptomoedas.
Membros de uma quadrilha britânica foram condenados à prisão após aplicarem um golpe milionário envolvendo criptomoedas. O esquema, que durou meses, consistia em se passar por policiais e autoridades regulatórias para convencer as vítimas de que seus ativos digitais estavam em risco e precisavam ser transferidos imediatamente.
Segundo o The Block, o grupo chegou a criar sites falsos altamente convincentes que imitavam portais oficiais de delegacias e órgãos do governo britânico. Com essa fachada, os criminosos abordavam as vítimas por telefone e as pressionavam a mover seus fundos para carteiras controladas pelos golpistas — tudo sob a justificativa de “proteger” os ativos de supostas investigações em curso.
Ao todo, oito pessoas foram lesadas e o prejuízo total ultrapassou £4 milhões — o equivalente a aproximadamente US$ 5,4 milhões ou cerca de R$ 30 milhões na cotação atual. As vítimas, muitas delas idosas, acreditaram estar colaborando com uma operação policial legítima.
Como o golpe funcionava na prática
Os criminosos ligavam para as vítimas alegando ser policiais ou agentes regulatórios. Em seguida, enviavam links para sites clonados que reforçavam a narrativa oficial. Com a confiança estabelecida, solicitavam a transferência de criptomoedas para carteiras “seguras” — que, na verdade, pertenciam à própria quadrilha. O uso de linguagem técnica e tom autoritário foi determinante para que as vítimas não questionassem os pedidos.
Condenações e investigação
Após investigações conduzidas pelas autoridades britânicas, os membros da quadrilha foram identificados, presos e levados a julgamento. As sentenças de prisão foram confirmadas, segundo o The Block, embora os prazos específicos variem entre os réus de acordo com o grau de participação de cada um no esquema.
O caso reforça um padrão crescente de golpes de engenharia social que exploram a falta de familiaridade do público com o funcionamento das criptomoedas — e, ao mesmo tempo, a confiança depositada em figuras de autoridade como policiais e reguladores.
Nenhuma autoridade policial legítima solicita transferência de criptomoedas por telefone ou e-mail como medida de “proteção” de ativos.
Sites falsos podem ser visualmente idênticos aos originais. Sempre verifique o endereço (URL) completo e busque o site diretamente pelo Google antes de inserir qualquer dado.
Urgência e pressão psicológica são marcas registradas de golpes. Se alguém exige uma decisão rápida sobre seus fundos, desconfie imediatamente.
Guarde seus ativos em carteiras físicas (hardware wallets) com custódia própria. Assim, nenhuma “autoridade” pode solicitar acesso remoto aos seus fundos.
📰 Fonte e contexto
As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pelo The Block (theblock.co). O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro.
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