A governança do Uniswap abriu votação sobre duas propostas que podem ampliar a queima de tokens UNI: a cobrança de taxas no protocolo v4 e a expansão para a Robinhood Chain.
Entre os dias 19 e 26 de julho de 2025, os detentores de UNI — o token de governança do Uniswap, uma das maiores corretoras descentralizadas do mundo — estão decidindo o rumo de duas propostas que podem mudar a forma como o protocolo gera e distribui receita.
As duas iniciativas têm um ponto em comum: os recursos gerados serão direcionados ao mecanismo de queima de UNI, criado em dezembro de 2024 durante a chamada reforma “UNIfication”. Queimar tokens significa retirá-los permanentemente de circulação, o que, em teoria, reduz a oferta total e pode influenciar o valor dos tokens restantes.
Para quem está começando no mundo cripto, é importante entender que protocolos descentralizados como o Uniswap funcionam sem uma empresa central: são as próprias comunidades — compostas por quem possui os tokens de governança — que tomam as decisões. Consulte o guia completo de criptomoedas para entender melhor como esse ecossistema funciona.
O que estão votando, exatamente?
Segundo o portal The Block, as duas propostas em votação são independentes, mas complementares. A primeira trata da ativação de taxas de protocolo no Uniswap v4, a versão mais recente do exchange descentralizado. A segunda envolve a expansão do Uniswap para a Robinhood Chain, a rede blockchain da corretora tradicional Robinhood.
A proposta prevê a cobrança de taxas de protocolo nas operações realizadas no v4. Os valores arrecadados seriam enviados para o mecanismo de queima do token UNI, reduzindo sua oferta circulante.
A segunda proposta leva o Uniswap à blockchain da Robinhood, abrindo acesso a uma nova base de usuários. As taxas geradas nessa rede também seguiriam para o sistema de queima de UNI.
O que é a “UNIfication” e por que importa?
Em dezembro de 2024, o Uniswap passou por uma reformulação interna chamada de “UNIfication”. O principal resultado foi a criação de um mecanismo que direciona parte das taxas do protocolo para a queima de tokens UNI, em vez de simplesmente acumular receitas em um tesouro.
O que é queima de tokens?
Queimar tokens significa enviá-los a um endereço inacessível na blockchain, retirando-os permanentemente de circulação. É um mecanismo deflacionário: quanto menor a oferta disponível, menor a pressão vendedora teórica sobre o ativo. Projetos como o Binance Coin (BNB) utilizam estratégia semelhante há anos.
Com as duas novas propostas em votação, a comunidade decide se o alcance desse mecanismo será ampliado — tanto em volume (taxas do v4) quanto em geografia (nova rede com a Robinhood Chain).
📰 Nota editorial
As informações sobre as propostas e o período de votação foram publicadas pelo The Block, veículo de referência em cobertura do mercado de criptoativos. O KriptoHoje não tem acesso ao resultado final da votação, que se encerra em 26 de julho de 2025.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Guarda suas cripto com segurança de verdade
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
🔥 Queima de tokens: como funciona esse mecanismo?Veja o que significa queimar criptomoedas e por que projetos como BNB e agora UNI adotam essa prática.
🔄 O que são exchanges descentralizadas (DEX)?Descubra como plataformas como o Uniswap permitem trocas de criptomoedas sem intermediários.
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
