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Mineradora Poolin pede falência e quer vender ativos por US$ 52 mi

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A Poolin, uma das maiores mineradoras de Bitcoin do mundo, entrou com pedido de falência nos Estados Unidos e tenta vender equipamentos no Texas por US$ 52 milhões para honrar dívidas que ultrapassam US$ 167 milhões.

A mineradora de Bitcoin Poolin deu entrada em pedido formal de falência nos Estados Unidos e agora busca autorização judicial para liquidar um conjunto de ativos físicos localizados no Texas, avaliados em aproximadamente US$ 52 milhões. O processo expõe as sequelas ainda abertas do colapso do mercado cripto em 2022, período em que a empresa suspendeu saques de clientes e acumulou um passivo bilionário em IOUs — espécies de promissórias digitais emitidas para compensar os usuários prejudicados.

Segundo a CryptoPotato, cerca de US$ 167 milhões do endividamento total da Poolin têm origem direta nesses IOUs distribuídos após o congelamento das retiradas durante a crise de 2022. O valor representa uma das maiores exposições individuais de credores de varejo em um processo de insolvência relacionado à mineração de criptoativos.

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O que levou a Poolin ao pedido de falência

A Poolin chegou a figurar entre os maiores pools de mineração de Bitcoin do mundo em participação de hashrate. O colapso do mercado em 2022 — marcado pela queda do ecossistema Terra/Luna e pelo contágio da FTX — precipitou uma crise de liquidez severa no setor de mineração. Diante da queda abrupta nos preços do Bitcoin e do aumento nos custos de energia, a empresa optou por congelar os saques de clientes, emitindo IOUs como solução temporária que acabou se tornando permanente.

Nos anos seguintes, a companhia não conseguiu reverter sua situação financeira. Com equipamentos parados ou subutilizados no Texas e credores ainda à espera de ressarcimento, o pedido de falência foi apresentado como o caminho viável para organizar a distribuição dos ativos remanescentes.

💸 Dívida em IOUs

Aproximadamente US$ 167 milhões do passivo total são compostos por IOUs emitidos a clientes após o congelamento de saques em 2022.

🏭 Ativos no Texas

A empresa busca autorização para vender equipamentos de mineração localizados no estado do Texas por cerca de US$ 52 milhões.

📉 Crise de 2022

A espiral de colapsos do mercado cripto naquele ano — Terra, Celsius, FTX — devastou o setor de mineração e a liquidez de diversas empresas.

⚖️ Processo nos EUA

O pedido formal de falência foi protocolado em tribunal americano, com objetivo de organizar a liquidação e o pagamento ordenado aos credores.

Impacto para credores e o setor de mineração

O caso da Poolin é mais um capítulo de uma lista extensa de empresas do setor cripto que sucumbiram às consequências do mercado baixista de 2022. Mineradoras como a Core Scientific e a Compute North também passaram por processos de reestruturação ou falência no mesmo período, evidenciando a fragilidade do modelo de negócios intensivo em capital e energia em momentos de queda abrupta de receita.

Para os credores detentores de IOUs, a venda dos ativos texanos representa a principal — e possivelmente a única — fonte de recuperação parcial dos recursos perdidos. A aprovação judicial da transação, no entanto, ainda depende de análise e pode ser contestada por partes interessadas no processo.

Contexto: o legado dos IOUs cripto

Durante a crise de 2022, diversas plataformas cripto recorreram a mecanismos improvisados — como IOUs e tokens de dívida — para adiar o pagamento de obrigações a clientes. Em muitos casos, esses instrumentos perderam valor rapidamente ou nunca foram honrados integralmente, tornando-se símbolo das práticas de gestão de risco inadequadas que marcaram o setor naquele período.

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