O primeiro semestre de 2026 foi o mais violento da história para a segurança em criptomoedas: 212 incidentes confirmados e perdas de bilhões de dólares, com a Coreia do Norte no centro das investigações.
O ecossistema de criptomoedas encerrou o primeiro semestre de 2026 com um número sem precedentes de ataques. Segundo levantamento da empresa de segurança Blockaid, publicado pelo portal The Defiant, foram registrados 212 incidentes de segurança entre janeiro e junho — o maior volume já documentado em um único semestre.
Os dois maiores casos do período foram os ataques ao KelpDAO, com perdas de US$ 292 milhões, e à plataforma Drift, que teve US$ 285 milhões drenados. Ambos os incidentes foram atribuídos, pelas investigações, a grupos com vínculos à República Popular Democrática da Coreia (RPDC) — a Coreia do Norte.
Segundo a Blockaid, a sofisticação dos ataques norteados pela RPDC cresceu consideravelmente. Os grupos utilizam engenharia social avançada, contratos inteligentes maliciosos e exploração de vulnerabilidades em protocolos DeFi para extrair fundos de forma difícil de rastrear.
O que diz a Blockaid
Segundo a The Defiant, o relatório da Blockaid aponta que atores ligados à Coreia do Norte foram responsáveis por uma parcela desproporcional das perdas totais do semestre. A empresa destaca que o volume de incidentes cresce em ritmo mais acelerado do que a adoção de medidas defensivas pelo setor.
Os principais vetores de ataque
Os incidentes do semestre não se concentraram em uma única categoria. Falhas em contratos inteligentes, ataques a pontes cross-chain e comprometimento de chaves privadas figuraram entre os métodos mais recorrentes. O DeFi segue sendo o ambiente mais visado, dado o volume de liquidez disponível e a complexidade dos protocolos.
Manipulação de desenvolvedores e gestores de protocolo para obter acesso a carteiras e contratos.
Vulnerabilidades em bridges cross-chain continuam sendo alvos de alto valor para atacantes organizados.
Comprometimento direto de credenciais, frequentemente via malware ou acesso indevido a ambientes de desenvolvimento.
Bugs de lógica e vulnerabilidades não detectadas em auditorias possibilitaram drenagem massiva de fundos.
O cenário reforça a importância de boas práticas de autocustódia para usuários individuais. Manter ativos em carteiras sob controle próprio, especialmente por meio de dispositivos de armazenamento físico, reduz significativamente a exposição a ataques que miram exchanges e protocolos.
Leia tambem: como blindar suas criptomoedas contra roubos.
📌 Nota Editorial
Os dados citados nesta reportagem são provenientes do relatório semestral da Blockaid, empresa especializada em segurança Web3, conforme divulgado pelo portal The Defiant. O KriptoHoje não teve acesso independente ao relatório completo e baseia-se nas informações publicadas pela fonte.
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