Em julho, ao menos 12 empresas do setor de criptomoedas anunciaram demissões. A exchange Luno foi uma das mais impactadas, cortando um em cada cinco funcionários.
A Luno, exchange de criptomoedas com operações em mais de 40 países, confirmou o desligamento de aproximadamente 20% do seu quadro de funcionários em julho de 2025. A medida faz parte de uma reestruturação interna que, segundo a empresa, busca ajustar a operação a um modelo mais eficiente e sustentável de longo prazo.
Segundo a Cointelegraph.com News, a Luno não foi um caso isolado. Em julho, pelo menos 12 companhias do ecossistema cripto reportaram cortes de pessoal, sinalizando um movimento mais amplo de contenção de custos no setor. Entre as empresas citadas está também a Gnosis, protocolo focado em infraestrutura Ethereum.
Para quem está começando a acompanhar o mercado de criptoativos, é importante entender que ciclos de expansão e contração são comuns no setor. Exchanges, protocolos e startups tendem a contratar em períodos de alta e revisar estruturas quando o ambiente macroeconômico ou o volume de negócios recua.
Leia também: guia completo de criptomoedas.
O que está por trás dos cortes em julho
O mês de julho de 2025 concentrou um número expressivo de anúncios de demissões no mercado cripto. Analistas apontam uma combinação de fatores: pressão por lucratividade, redução no volume de negociações em algumas plataformas e um ambiente regulatório ainda em definição em diversas jurisdições.
Exchange com presença em mais de 40 países cortou 20% do quadro de funcionários, citando necessidade de eficiência operacional.
Protocolo de infraestrutura Ethereum também anunciou reestruturação de equipe em julho, segundo a Cointelegraph.
Ao menos uma dúzia de companhias do setor cripto reportou cortes de pessoal ao longo de julho de 2025.
O movimento reflete um ciclo de contenção de custos que já havia afetado outras empresas de tecnologia e fintechs ao longo de 2024 e 2025.
Ciclos são parte do mercado cripto
Demissões em massa no setor não são novidade. Em 2022, após o colapso da FTX e a queda acentuada dos preços, dezenas de empresas reduziram equipes. O padrão se repete em momentos de ajuste: companhias que cresceram rapidamente durante bull markets revisam estruturas quando o ritmo desacelera. Isso não necessariamente indica falência ou encerramento das operações.
A Luno, fundada em 2013 e pertencente ao grupo Digital Currency Group (DCG), sempre se posicionou como uma plataforma voltada a mercados emergentes, com forte presença na África e no Sudeste Asiático. A reestruturação atual não representa o fim das operações, mas sinaliza uma fase de ajuste após um período de crescimento acelerado.
📰 Nota editorial
As informações sobre os cortes na Luno e nas demais empresas foram publicadas originalmente pela Cointelegraph.com News. O KriptoHoje reapurou e contextualizou os dados para o público brasileiro. Consulte sempre múltiplas fontes ao acompanhar notícias do setor.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Proteja seus cripto com uma hardware wallet
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
🏦 O que é uma exchange de criptomoedas?Saiba como funcionam as plataformas de compra e venda de criptoativos e o papel que desempenham no ecossistema.
🔐 Por que guardar cripto em hardware wallet?Problemas em exchanges reforçam a importância da custódia própria. Entenda como proteger seus ativos digitais.
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
