Uma vulnerabilidade no gerador de números aleatórios do Coldcard expôs milhões de dólares em Bitcoin. O ataque ainda está em curso e carteiras antigas podem estar em risco.
Uma falha crítica identificada no gerador de números aleatórios (RNG) de determinados modelos de hardware wallet Coldcard resultou no roubo de pelo menos US$ 38 milhões em Bitcoin. Segundo relatos publicados pela BeInCrypto, o problema está ativo e novos fundos continuam sendo drenados de carteiras vulneráveis.
O RNG é o componente responsável por gerar a aleatoriedade necessária para criar chaves privadas seguras. Quando esse processo falha — seja por defeito de hardware, firmware comprometido ou entropia insuficiente —, as chaves geradas tornam-se previsíveis. Com isso, agentes maliciosos conseguem recalcular essas chaves e acessar os fundos sem precisar da frase de recuperação do usuário.
O Coldcard é fabricado pela empresa canadense Coinkite e é amplamente reconhecido no ecossistema Bitcoin por seu foco em segurança avançada. Por isso, a descoberta de uma vulnerabilidade desse tipo gerou repercussão considerável entre especialistas em autocustódia e desenvolvedores de carteiras.
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Como a falha de RNG compromete sua carteira
Segundo a BeInCrypto, a vulnerabilidade afeta carteiras que geraram chaves privadas em um estado de entropia reduzida — ou seja, com menos aleatoriedade do que o necessário para garantir segurança criptográfica. Isso pode ter ocorrido em versões específicas de firmware ou em unidades com defeito de fabricação.
O resultado prático é que as chaves privadas geradas nessas condições pertencem a um universo muito menor de possibilidades do que o esperado. Atacantes com capacidade computacional adequada conseguem varrer esse espaço reduzido e identificar chaves ativas com saldo em Bitcoin.
Gerador de Números Aleatórios — componente essencial para criar chaves privadas seguras em carteiras de criptomoedas.
Quando a aleatoriedade gerada é baixa, as chaves privadas tornam-se previsíveis e podem ser recalculadas por atacantes.
Pelo menos US$ 38 milhões em Bitcoin já foram drenados de carteiras afetadas, com o ataque ainda em andamento.
Usuários com carteiras possivelmente afetadas devem mover os fundos imediatamente para um endereço gerado com entropia confiável.
O que fazer se você usa Coldcard
A principal recomendação divulgada por pesquisadores de segurança é migrar os fundos para uma nova carteira cujas chaves tenham sido geradas com entropia verificável — de preferência em um dispositivo diferente ou com uma versão de firmware posterior, já corrigida pelo fabricante.
Atenção: mover os fundos não é o suficiente em todos os casos
Se a chave privada comprometida já foi exposta ao processo de assinatura de transações, o simples envio dos fundos para um novo endereço ainda gerado pelo mesmo dispositivo vulnerável pode não resolver o problema. O ideal é utilizar uma semente completamente nova, em hardware com firmware auditado e atualizado.
Até o momento, a Coinkite não emitiu uma nota pública ampla sobre o incidente, de acordo com as informações disponíveis na reportagem original. Usuários que suspeitam estar com carteiras afetadas devem acompanhar os canais oficiais da fabricante e os fóruns especializados em autocustódia de Bitcoin.
📰 Nota editorial
Esta reportagem é baseada em informações publicadas pela BeInCrypto. O KriptoHoje não teve acesso independente aos dados técnicos da vulnerabilidade. Recomendamos que usuários consultem diretamente a Coinkite e fontes de segurança especializadas para orientações definitivas sobre seus dispositivos.
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