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BIS testa pagamentos internacionais tokenizados com 28 bancos

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O Banco de Compensações Internacionais concluiu liquidações com valor real no Projeto Agorá, movimentando US$ 1 milhão em pagamentos transfronteiriços tokenizados com 28 instituições e seis moedas.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) divulgou os resultados de uma etapa importante do seu Projeto Agorá: liquidações com valor real totalizando cerca de US$ 1 milhão em transações internacionais. A iniciativa reuniu 28 instituições financeiras e bancos centrais de diferentes países para testar uma nova infraestrutura de pagamentos baseada em tokenização.

O projeto utilizou reservas tokenizadas de bancos centrais combinadas com depósitos tokenizados de bancos comerciais para realizar liquidações em seis moedas distintas. A proposta central é tornar os pagamentos entre países mais rápidos, baratos e seguros do que os sistemas tradicionais permitem hoje.

Segundo a Cointelegraph.com News, os testes representam uma das primeiras movimentações com dinheiro real dentro de um ambiente de pagamentos tokenizados coordenado por uma instituição multilateral de peso. Antes deste marco, os experimentos do BIS haviam operado apenas em ambientes simulados.

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O que é tokenização de ativos financeiros?

Para quem está chegando agora ao universo das finanças digitais, tokenização significa converter um ativo real — como dinheiro de um banco central — em um registro digital em uma rede de computadores. Esse registro funciona como um “token”, que pode ser transferido, verificado e liquidado de forma automatizada e quase instantânea.

No contexto do Projeto Agorá, tanto o dinheiro emitido pelos bancos centrais quanto os depósitos mantidos em bancos comerciais foram convertidos em tokens. Isso permitiu que as transações entre países diferentes fossem liquidadas numa mesma plataforma, eliminando etapas intermediárias que hoje tornam os pagamentos internacionais lentos e caros.

🏦 28 instituições participantes

Bancos centrais e bancos comerciais de múltiplos países colaboraram nos testes com valor real, uma escala inédita para um projeto do tipo.

💱 Seis moedas liquidadas

As transações envolveram seis moedas distintas, demonstrando a viabilidade de liquidações multi-moeda em uma plataforma unificada.

💵 US$ 1 milhão liquidado

Pela primeira vez, o projeto saiu do ambiente simulado e operou com valores reais, validando a infraestrutura em condições próximas ao mercado.

🔗 Tecnologia de tokenização

Reservas de bancos centrais e depósitos comerciais foram convertidos em tokens digitais para permitir liquidação simultânea e automatizada.

Por que isso importa para o sistema financeiro global?

O sistema atual de pagamentos internacionais foi construído ao longo de décadas e depende de uma cadeia de bancos intermediários, fusos horários e protocolos distintos. Uma transferência simples entre países pode levar dias e consumir taxas significativas ao longo do caminho.

O problema que o Projeto Agorá quer resolver

Pagamentos internacionais tradicionais podem levar de 1 a 5 dias úteis para serem concluídos. Cada banco intermediário na cadeia cobra tarifas e adiciona riscos operacionais. A tokenização proposta pelo BIS permite que as duas pontas de uma transação sejam liquidadas simultaneamente, eliminando o risco de uma parte pagar sem receber — o chamado risco de liquidação.

O Projeto Agorá aponta para um futuro em que bancos centrais e bancos comerciais operem em uma infraestrutura comum, com liquidação em tempo real e maior transparência. Ainda assim, o projeto está em fase experimental e há uma longa distância entre testes controlados e uma implantação global em larga escala.

📌 Contexto editorial

O BIS é frequentemente chamado de “banco dos bancos centrais”. Suas pesquisas e projetos-piloto influenciam diretamente as políticas monetárias de países ao redor do mundo. O Projeto Agorá conta com a participação de bancos centrais da Europa, Ásia e América, segundo informações divulgadas pela própria instituição.

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