InícioAnálisesDeFi e a "febre de receita" que pode dobrar valuations

DeFi e a “febre de receita” que pode dobrar valuations

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O diretor de investimentos da Bitwise acredita que o mercado cripto está em processo de reavaliação profunda, impulsionado por uma nova lógica de geração e distribuição de receita nos protocolos de finanças descentralizadas.

O mercado de criptomoedas pode estar diante de uma mudança significativa na forma como os investidores avaliam projetos. Segundo a The Block, o diretor de investimentos da Bitwise Asset Management identificou o que chamou de “febre de receita” — uma tendência crescente de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) adotarem mecanismos de recompra de tokens financiados diretamente pela receita gerada pelos próprios projetos.

A lógica é simples: em vez de emitir novos tokens para remunerar participantes ou financiar o crescimento, os protocolos passam a usar a receita real — gerada por taxas de transação, empréstimos e outros serviços — para recomprar e queimar seus próprios tokens no mercado aberto. Esse modelo se aproxima do que empresas tradicionais fazem quando realizam programas de recompra de ações.

Para entender melhor como esse ecossistema funciona antes de acompanhar essa tendência, vale conferir o guia completo de criptomoedas da KriptoBR.

O que muda na avaliação dos protocolos DeFi

Por muito tempo, tokens de protocolos DeFi foram avaliados com base em métricas como valor total bloqueado (TVL) ou volume de transações — indicadores que nem sempre refletiam a saúde financeira real dos projetos. A “febre de receita” descrita pelo CIO da Bitwise representa uma virada: o mercado começa a exigir que os protocolos demonstrem capacidade de gerar e distribuir valor concreto.

Segundo a reportagem da The Block, o executivo acredita que essa mudança de mentalidade pode levar a uma reavaliação expressiva das valuations do setor, com potencial de dobrar os preços de tokens de protocolos que adotem o modelo orientado a receita de forma consistente.

📈 Recompra de tokens

Protocolos usam receita real para recomprar e queimar tokens, reduzindo oferta circulante e potencialmente valorizando os ativos restantes.

💰 Receita como métrica central

O mercado começa a avaliar protocolos pela receita gerada, e não apenas pelo volume bloqueado — aproximando o DeFi de métricas de empresas tradicionais.

🔄 Mudança de ciclo

O CIO da Bitwise vê esse movimento como um novo ciclo de precificação do setor cripto, com potencial de dobrar valuations em protocolos alinhados ao modelo.

🏦 Paralelo com mercado tradicional

O modelo lembra programas de recompra de ações de empresas listadas em bolsa, sinalizando maturidade crescente do ecossistema DeFi.

Por que isso importa para quem está começando

Para quem está dando os primeiros passos no universo cripto, o conceito de DeFi pode parecer distante. Em termos práticos, trata-se de aplicações financeiras — como empréstimos, trocas de ativos e rendimentos — que funcionam de forma automatizada, sem a necessidade de bancos ou intermediários tradicionais.

O que é um token buyback?

Quando um protocolo DeFi realiza um buyback, ele usa parte da receita gerada para comprar de volta seus próprios tokens no mercado. Esses tokens costumam ser destruídos (queimados), reduzindo a quantidade total em circulação. Com menos oferta disponível, a tendência — em condições normais de mercado — é que cada unidade restante se torne proporcionalmente mais escassa. O mecanismo é análogo à recompra de ações por empresas tradicionais.

A tendência observada pela Bitwise sugere que o setor está amadurecendo: protocolos que antes dependiam exclusivamente de incentivos inflacionários para atrair usuários passam a demonstrar sustentabilidade financeira real. Para o investidor iniciante, esse é um sinal de que as métricas usadas para analisar projetos cripto estão evoluindo — e que vale a pena entender o modelo de negócio por trás de cada protocolo, não apenas o preço do token.

📰 Fonte

As informações desta reportagem são baseadas em análise publicada pelo portal The Block, um dos principais veículos especializados em mercado cripto e blockchain no mundo.

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Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Edilson Lauro
Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.

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