O mercado cripto acumulou US$ 3,63 bilhões em perdas por exploits e hacks desde 2025 — e 60% das plataformas atacadas já haviam passado por auditorias de segurança, segundo novo relatório da CoinGecko.
O setor de criptomoedas enfrenta uma crise silenciosa de segurança. Segundo levantamento da CoinGecko, divulgado pelo portal CryptoPotato, as perdas acumuladas com exploits e ataques hackers ultrapassaram US$ 3,63 bilhões desde o início de 2025 — um número que expõe a fragilidade estrutural de boa parte dos protocolos em operação hoje.
O dado mais preocupante, porém, não é o volume financeiro em si, mas o perfil das vítimas: 60% das plataformas exploradas já haviam sido auditadas por empresas de segurança especializadas antes de sofrerem os ataques. Isso coloca em xeque a eficácia das auditorias como principal mecanismo de defesa do ecossistema.
Seguro cripto encolhe enquanto ataques crescem
Outro ponto destacado pelo relatório é o movimento inversamente proporcional entre o aumento dos ataques e a cobertura de seguros disponíveis no setor. A cobertura ativa de seguros cripto caiu de US$ 163,2 milhões para US$ 130,2 milhões no período analisado — uma retração de mais de US$ 33 milhões em um cenário de risco crescente.
Segundo a CryptoPotato, que compilou os dados do estudo da CoinGecko, a frequência dos exploits aumentou de forma consistente ao longo dos últimos meses, sem que houvesse uma resposta proporcional da indústria de seguros ou de mecanismos alternativos de proteção ao usuário.
US$ 3,63 bilhões drenados por hacks e exploits desde o início de 2025, segundo a CoinGecko.
60% das plataformas atacadas já tinham passado por auditorias de segurança antes dos incidentes.
A cobertura ativa de seguros cripto recuou de US$ 163,2 milhões para US$ 130,2 milhões no período.
O número de ataques aumentou de forma consistente ao longo dos últimos meses, sem resposta proporcional do setor.
Auditoria não é garantia de segurança
O fato de 60% das plataformas exploradas terem sido previamente auditadas não significa necessariamente que as auditorias foram mal feitas. Especialistas apontam que muitos protocolos modificam o código após a auditoria, introduzindo novas vulnerabilidades, ou que os vetores de ataque exploram camadas que não foram contempladas no escopo original da revisão.
Além disso, auditorias são análises estáticas de um momento específico. À medida que o ecossistema DeFi se torna mais interconectado, surgem vulnerabilidades emergentes entre protocolos — os chamados ataques de composabilidade — que nenhuma auditoria isolada consegue prever com antecedência.
Custódia própria: a linha de defesa do usuário comum
Enquanto protocolos e seguradoras debatem responsabilidades, o investidor individual ainda conta com uma ferramenta concreta: a custódia própria via hardware wallet. Ao manter os ativos fora de exchanges e plataformas DeFi vulneráveis, o usuário elimina a exposição a exploits de contratos inteligentes e falhas de custódia centralizada.
Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.
📰 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem são provenientes de relatório da CoinGecko, conforme publicado pelo portal CryptoPotato. O KriptoHoje reproduz as informações com caráter jornalístico, sem endossar conclusões específicas sobre protocolos ou projetos individuais.
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