InícioDeFiCoreia do Norte Nega Ataques Cripto e Chama Acusações de "Difamação"

Coreia do Norte Nega Ataques Cripto e Chama Acusações de “Difamação”

-

Pyongyang classifica acusações de crimes cibernéticos como “difamação absurda”, mas investigadores de blockchain seguem vinculando atores ligados à RPDC a alguns dos maiores roubos do mercado cripto.

O governo da Coreia do Norte voltou a rejeitar as alegações de que opera grupos de hackers com foco em criptomoedas. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país declarou à agência estatal KCNA (Korean Central News Agency) que as acusações ocidentais constituem uma “difamação absurda”, segundo reportagem publicada pela BeInCrypto.

A declaração acontece em um momento em que analistas de segurança e empresas especializadas em rastreamento de blockchain registram um volume crescente de ataques atribuídos a entidades ligadas à República Popular Democrática da Coreia (RPDC). O ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi) tem sido o principal alvo dessas operações.

O que dizem os investigadores de blockchain

Empresas como Chainalysis e TRM Labs vêm publicando relatórios que apontam grupos norte-coreanos — em especial o Lazarus Group — como responsáveis por uma parcela significativa das perdas globais em protocolos DeFi nos últimos anos. As estimativas chegam a bilhões de dólares drenados de exchanges, pontes cross-chain e carteiras digitais.

Segundo a BeInCrypto, a negativa de Pyongyang não é inédita: o regime já havia descartado acusações semelhantes em ocasiões anteriores, sempre enquadrando as alegações como instrumentos de pressão política por parte de Estados Unidos e aliados. A postura oficial norte-coreana permanece a de que o país é vítima de campanhas de desinformação.

🔗 Lazarus Group

Coletivo hacker atribuído à RPDC e associado a ataques contra exchanges, pontes DeFi e carteiras cripto ao redor do mundo.

🛡️ Rastreamento on-chain

Empresas de análise de blockchain monitoram carteiras suspeitas e fluxos de fundos ilícitos para identificar a origem dos ataques.

💸 DeFi como alvo

Protocolos descentralizados concentram grande volume de liquidez e, muitas vezes, vulnerabilidades em contratos inteligentes exploráveis.

🌐 KCNA

Agência de notícias estatal norte-coreana, único canal oficial pelo qual Pyongyang comunica suas posições ao mundo exterior.

Perdas que contradizem a narrativa oficial

Independentemente da posição diplomática de Pyongyang, os dados on-chain contam uma história diferente. Relatórios de 2024 e 2025 indicam que grupos vinculados à RPDC teriam sido responsáveis por centenas de milhões de dólares em roubos de criptoativos apenas nos últimos 12 meses. Parte desses recursos, segundo analistas, seria usada para financiar programas estratégicos do regime.

A sofisticação dos ataques — que incluem engenharia social, exploração de vulnerabilidades em contratos inteligentes e uso de mixers para ofuscação de fundos — dificulta a resposta do setor e reforça a preocupação de reguladores internacionais com a segurança do ecossistema cripto.

Como proteger seus ativos digitais

Diante de ameaças cada vez mais sofisticadas, manter criptoativos em carteiras de custódia própria — especialmente hardware wallets — é uma das medidas mais recomendadas por especialistas em segurança digital. Exchanges e protocolos DeFi, por mais robustos que sejam, continuam sendo alvos atrativos para grupos bem organizados.

Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

📰 Nota editorial

Esta reportagem foi baseada em informações publicadas pela BeInCrypto. As atribuições de ataques cibernéticos à RPDC partem de empresas privadas de análise de blockchain e de relatórios governamentais de países ocidentais — o que a Coreia do Norte, até o momento, rejeita integralmente.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Sua melhor defesa começa na custódia

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conheça as Hardware Wallets

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Coreia do Norte nega roubo de cripto e fala em calúnia

Pyongyang rebateu as acusações internacionais de ataques hackers a redes de criptomoedas, classificando-as como "calúnia", enquanto dados do setor indicam cifras bilionárias.

Bitcoin pode chegar a US$ 95 mil: 5 pontos da semana

Bitcoin rompe US$ 80 mil e atinge máximas de três meses. Analistas veem espaço para nova alta até US$ 95 mil. Entenda o que move o mercado.

BIP39 vs SLIP39: qual padrão de backup é mais seguro?

BIP39 e SLIP39 são os dois principais padrões de backup para carteiras cripto. Saiba como cada um funciona, quais dispositivos suportam cada padrão e qual oferece mais segurança para o seu perfil.

Segurança Trezor contra ataques à cadeia de suprimentos

A Ledger Donjon demonstrou como contornar verificações de autenticidade na Trezor Safe 3. Fundos e PINs não foram comprometidos. Veja como a defesa multicamadas da Trezor protege seus ativos.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR