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Coreia do Norte nega roubo de cripto e fala em calúnia

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Pyongyang rejeitou publicamente as acusações de envolvimento em ataques hackers contra plataformas de criptomoedas, mas os dados do setor contam uma história diferente.

O governo da Coreia do Norte voltou a negar qualquer participação em ataques cibernéticos contra redes de criptomoedas. Em declaração oficial, representantes do regime de Pyongyang classificaram as acusações feitas por países ocidentais e por organizações internacionais como “calúnias”, rejeitando qualquer responsabilidade pelos bilhões de dólares em ativos digitais que teriam sido desviados por grupos ligados ao Estado norte-coreano.

Segundo o Portal do Bitcoin, as negativas surgem em um momento em que relatórios especializados apontam que a Coreia do Norte seria responsável por aproximadamente 76% de todas as perdas registradas com hacks de criptomoedas em 2025 — uma fatia que coloca o país isolado no topo do ranking global de ameaças cibernéticas ao mercado cripto.

O grupo mais citado nas investigações é o Lazarus Group, uma organização hacker atribuída à inteligência norte-coreana. O coletivo é investigado por autoridades dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e da ONU em conexão com ataques a exchanges, pontes cross-chain e carteiras digitais ao redor do mundo. Os fundos obtidos, segundo analistas, serviriam para financiar o programa de armamentos do regime.

🌐 Escala global

Relatórios estimam que grupos norte-coreanos desviaram mais de US$ 3 bilhões em criptoativos entre 2017 e 2024, segundo dados compilados por firmas de análise blockchain.

🔍 Lazarus Group

O coletivo hacker ligado à inteligência de Pyongyang é apontado como responsável por ataques a exchanges, protocolos DeFi e pontes cross-chain em múltiplos países.

📊 76% das perdas

Dados do setor indicam que a Coreia do Norte teria sido responsável por 76% de todas as perdas com hacks cripto registradas ao longo de 2025.

🚫 Negativa oficial

Pyongyang qualificou todas as acusações como “calúnias” e negou envolvimento em qualquer operação de roubo de ativos digitais.

O que está em jogo para o mercado cripto

A concentração de ataques atribuídos a um único agente estatal evidencia uma vulnerabilidade estrutural do ecossistema cripto. Exchanges centralizadas, protocolos DeFi e carteiras custodiadas por terceiros continuam sendo os principais alvos. Para o usuário individual, o risco mais imediato está em manter ativos em plataformas sem controle próprio das chaves privadas.

A dinâmica reacende o debate sobre autocustódia e o uso de hardware wallets como camada essencial de proteção. Enquanto ataques sofisticados miram infraestruturas centralizadas, ativos mantidos em carteiras físicas offline permanecem fora do alcance de invasões remotas — um princípio que especialistas em segurança digital reforçam continuamente.

Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

📰 Nota editorial

Esta reportagem foi baseada em informações publicadas pelo Portal do Bitcoin. O KriptoHoje não teve acesso direto às declarações oficiais do governo norte-coreano e não pôde verificá-las de forma independente. Os dados sobre percentual de perdas são atribuídos a firmas de análise blockchain citadas na fonte original.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

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