Abril de 2025 entrou para os registros como o mês com mais ataques ao setor de criptomoedas da história, com 28 incidentes confirmados — superando todos os meses anteriores em número de ocorrências.
O mês de abril de 2025 ficará marcado na história do mercado de criptomoedas por um motivo preocupante: foi o período com o maior número de ataques hackers já registrado em um único mês. Segundo levantamento publicado pela Livecoins, foram 28 incidentes confirmados ao longo do mês, número que supera qualquer outro registrado anteriormente no setor.
Entre os casos de maior repercussão estão os ataques ao Drift Protocol, com perdas estimadas em US$ 280 milhões, e à KelpDAO, outro protocolo do ecossistema DeFi (finanças descentralizadas), onde foram subtraídos aproximadamente US$ 290 milhões. Apesar da gravidade dos episódios individuais, o volume total consolidado do mês ficou abaixo de outros períodos históricos, nos quais um único ataque de grande escala chegou a concentrar a maior parte das perdas.
O dado que chama atenção, portanto, não é apenas o valor roubado, mas a frequência dos ataques. Ter 28 incidentes em 30 dias equivale a quase um hack por dia — o que evidencia a pressão crescente sobre a infraestrutura de segurança dos protocolos descentralizados.
Por que o DeFi continua sendo o alvo preferido
A concentração de ataques em protocolos DeFi não é coincidência. Contratos inteligentes com falhas de lógica, integrações complexas entre diferentes protocolos e a ausência de camadas de verificação humana criam um ambiente propício para a exploração por agentes maliciosos.
O maior número mensal de hacks já registrado na história do setor de criptomoedas, segundo dados compilados pela Livecoins.
Um dos maiores ataques do mês atingiu o protocolo Drift, referência no mercado de derivativos descentralizados.
Protocolo DeFi voltado a estratégias de rendimento também foi alvo de exploração, com perdas expressivas para usuários.
Apesar do recorde em número de ataques, a soma das perdas ficou abaixo de meses dominados por um único hack bilionário.
O risco mora nos protocolos — e também na custódia
Grande parte das perdas em hacks DeFi atinge diretamente usuários que mantêm seus ativos conectados a contratos inteligentes ou em exchanges. Quem armazena criptomoedas em carteiras de autocustódia — especialmente hardware wallets offline — permanece protegido de ataques remotos a protocolos terceiros.
Segundo a Livecoins, o recorde em número de incidentes reforça a necessidade de maior maturidade nos processos de auditoria dos protocolos descentralizados. A velocidade com que novos projetos são lançados no ecossistema DeFi frequentemente supera o ritmo das revisões de segurança — uma lacuna que agentes mal-intencionados exploram de forma sistemática.
Para o usuário comum, o cenário serve de alerta sobre os riscos de manter grandes volumes de ativos em protocolos não auditados ou em plataformas sem histórico consolidado de segurança.
🔐 Nota editorial
Independentemente do protocolo utilizado, a camada mais básica de proteção começa pela custódia dos ativos. Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.
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