Fabricante sul-coreana admite “vulnerabilidade de assinatura” na carteira de software do seu aplicativo e manda os usuários atualizar o app, criar uma frase de recuperação nova e mover tudo. Análise on-chain registra 1.552 carteiras esvaziadas em duas horas na XRP Ledger, cerca de US$ 2,8 milhões. Hardware wallets só entram na conta se a seed foi digitada no app.
Última atualização: 17 de setembro de 2026. Esta matéria será atualizada conforme a empresa divulgar novos fatos.
A DCENT, marca de carteiras de criptomoedas da sul-coreana IoTrust, conhecida até este mês como D’CENT, publicou nesta quinta-feira (17) um relatório preliminar sobre as transferências não autorizadas sofridas por usuários do App Wallet, a carteira de software embutida no seu aplicativo para Android e iOS, confirmadas pela empresa desde a madrugada de quarta-feira (16), no horário de Brasília. No documento, a empresa classifica o problema como uma vulnerabilidade de assinatura no App Wallet, diz que o caso foi registrado na polícia da Coreia do Sul e pede que quem já assinou transações com essa carteira em versões anteriores à 8.1.0 crie uma frase de recuperação nova e mova todos os ativos.
O tamanho do estrago começou a aparecer fora dos comunicados. Na XRP Ledger, a plataforma de análise XRPL.to reconstruiu, transação por transação, uma varredura que esvaziou 1.552 carteiras entre 13h29 e 15h34 de terça-feira (15), no horário de Brasília, levando 2.009.321 XRP, cerca de US$ 2,8 milhões pela cotação do dia, segundo o The Crypto Basic. Pela análise, as chaves privadas já estavam nas mãos do atacante antes da primeira transação. A empresa não divulgou quantos usuários foram afetados nem o valor total, que inclui perdas em outras redes, como Ethereum.
O que a DCENT confirmou, e o que ainda não explica
O relatório de situação, datado de 17 de setembro no horário da Coreia, circula sob um título de página mais direto do que o texto: “Relatório preliminar de incidente: vulnerabilidade de assinatura no App Wallet”. A empresa afirma que ainda apura como o problema surgiu e que não vai divulgar detalhes técnicos por enquanto, para não facilitar ataques iguais ou parecidos.
O que a DCENT divulgou foram os critérios de quem pode ter sido afetado. Pelo levantamento técnico feito até agora, o risco existe quando quatro condições se somam: a frase de recuperação foi digitada em algum momento no App Wallet; o endereço tem histórico de envio, o que inclui transferências de tokens e NFTs, aprovações de tokens e transações feitas em dApps; a assinatura aconteceu em uma versão do aplicativo anterior à 8.1.0, lançada em 5 de novembro de 2025; e o endereço está em Bitcoin, Ethereum, XRP Ledger, TRON, uma rede compatível com EVM ou outra cadeia potencialmente afetada.
Dois detalhes importam. O que conta é a versão usada no momento da assinatura, não a instalada hoje: quem atualizou depois de assinar continua na lista. E endereços que só receberam fundos têm risco menor, mas a empresa avisa que isso não elimina o risco. As transações irregulares foram vistas primeiro no Android, mas o mesmo alcance vale para o iOS.
Sobre as hardware wallets, a posição é objetiva: conectar o dispositivo ao aplicativo não é afetado, porque a chave fica no aparelho e não passa para o app. A exceção é quem digitou a frase de recuperação da hardware wallet dentro do App Wallet, em qualquer momento. Nesse caso, as duas carteiras compartilham a mesma chave e a orientação vale para ambas, não importa onde a frase foi gerada. Na FAQ publicada em 16 de setembro, a DCENT afirma ainda que não guarda PINs, senhas nem frases de recuperação em servidores e que, até agora, não há indício de comprometimento do aplicativo em si ou do PIN.
A versão atual do app, 10.0.0, traz uma verificação interna, chamada Wallet Address Check, que consulta os endereços do App Wallet e responde se a ação é necessária. A empresa avisa que o resultado “não foi possível confirmar” não significa segurança e recomenda que, na dúvida, o usuário se trate como afetado. “Errar pelo lado da segurança não custa nada”, diz o guia de verificação. O caso foi registrado e aceito pela polícia sul-coreana, a DCENT abriu um canal direto com as autoridades e contratou uma equipe externa de segurança para rastrear os fundos, além de pedir a corretoras o congelamento de ativos suspeitos. Se e quando algo será recuperado, admite a empresa, depende de terceiros e do andamento da investigação.
1. A frase de recuperação foi digitada, em algum momento, no App Wallet do aplicativo da DCENT (não importa se nasceu no app ou em uma hardware wallet).
2. O endereço já assinou alguma coisa: envio de moedas, tokens ou NFTs, aprovação de token ou transação em dApp.
3. A assinatura foi feita em uma versão do app anterior à 8.1.0 (lançada em 5 de novembro de 2025). Vale a versão da época, não a de hoje.
4. O endereço está em Bitcoin, Ethereum, XRP Ledger, TRON, uma rede EVM (BSC, Polygon, Base, Arbitrum e outras) ou outra cadeia potencialmente afetada.
Quem instalou o app pela primeira vez em 5 de novembro de 2025 ou depois, ou só usou hardware wallet e nunca assinou com o App Wallet, está fora da lista pelo que foi confirmado até agora. Se a verificação do app não conseguir dar a resposta, a orientação da empresa é agir como se estivesse dentro.
Duas horas, um script e uma lista pronta: o rastro na XRP Ledger
A DCENT não informou quantos usuários foram atingidos nem o valor levado. Na XRP Ledger, porém, o dinheiro deixa rastro público, e a XRPL.to, plataforma de dados do ecossistema XRP, reconstruiu a operação em um relatório publicado em 16 de setembro.
A varredura começou às 13h29 de terça-feira (15), horário de Brasília (16h29 UTC), com um pagamento de 9 XRP saído de uma carteira que tinha 10. O pagamento criou o endereço coletor, que não existia antes. Nos 14 minutos seguintes, um script percorreu sua lista e esvaziou 204 carteiras, recolhendo 19.787 XRP. Depois travou: o programa calculava o valor a enviar sem considerar a reserva extra que a XRP Ledger exige de contas com trust lines (0,2 XRP por objeto) e falhou em todas as carteiras que tinham alguma. Foram 72 tentativas frustradas no primeiro lote.
Na pausa de 33 minutos que se seguiu, outra ferramenta, operada à mão, transferiu uma a uma as 12 carteiras mais ricas da lista, todas acima de 42 mil XRP, para um segundo endereço, que recebeu 730.954 XRP e não movimentou nada desde então. Às 14h17, o script voltou com a fórmula corrigida, exata até a última fração, e esvaziou mais 1.336 carteiras até as 15h34, no ritmo de 17,6 por minuto.
O detalhe mais revelador está na ordem dos alvos. O script não foi atrás das carteiras mais ricas: percorreu a lista quase na ordem em que as carteiras haviam sido criadas (correlação de 0,65 com a data de criação, contra 0,09 com o saldo). Para a XRPL.to, isso mostra que não houve varredura da rede em busca de vítimas. “As chaves já estavam em mãos antes da primeira varredura”, resume a análise. O que a blockchain não mostra é como elas chegaram lá.
Esvaziadas na XRP Ledger em dois lotes de um mesmo script, mais 12 transferências manuais, segundo a XRPL.to.
Total levado, cerca de US$ 2,8 milhões pela cotação de 15 de setembro, segundo o The Crypto Basic.
Da primeira à última varredura: 13h29 às 15h34 de 15 de setembro, horário de Brasília (16h29 às 18h34 UTC).
Tentativas rejeitadas pelo ledger antes de o operador corrigir o cálculo da reserva; 59 delas por causa das trust lines.
Todas acima de 42 mil XRP, movidas uma a uma com outra ferramenta: 730.954 XRP, ainda parados no mesmo endereço.
Em quatro endereços do operador, na contagem de 16 de setembro às 11h de Brasília; cerca de 236 mil XRP chegaram a Binance, Kraken e à ponte Bridgers.
Carteiras de varejo criadas entre 2018 e março de 2024; 78% delas em 2022 e 2023. Nenhuma criada nos últimos 18 meses.
A Binance financiou 15,7% das carteiras atingidas; Coinone, Upbit e Bithumb, corretoras sul-coreanas, ativaram 225 delas.
A lavagem começou às 15h25, antes mesmo do fim da varredura: 719.476 XRP saltaram para um novo endereço, de onde saíram pagamentos de 6 mil XRP para carteiras descartáveis, que em seguida se autodestruíram em um hub de lavagem. O primeiro depósito em corretora, de 12 mil XRP na Binance, aconteceu às 17h18. Entre a noite de terça e a madrugada de quarta, 118.400 XRP passaram pela ponte Bridgers em dez pagamentos. O hub, porém, não é novo: foi criado em 9 de agosto a partir de um saque na KuCoin e já havia processado 1,36 milhão de XRP vindos de carteiras recém-criadas, com dois hubs anteriores do mesmo formato ativos desde 28 e 29 de julho. A conclusão da XRPL.to é que 15 de setembro foi o maior dia dessa operação, não o primeiro.
A XRPL.to ressalva que o ledger não identifica o aplicativo usado pelas vítimas, já que nenhuma transação anterior delas carregava a marca de um app; quem faz essa ligação é o comunicado da própria DCENT. Os sete endereços da operação estão na lista de golpes da plataforma, que carteiras podem consultar antes de assinar.
Relatos de vítimas, perdas em outras redes e uma promessa que envelheceu mal
Nas respostas ao primeiro aviso da DCENT no X, os relatos são de pessoas que dizem não ter compartilhado a frase de recuperação nem aprovado nada. “Infelizmente, este alerta chegou tarde demais para mim”, escreveu um dos usuários, que afirma ter tido o App Wallet esvaziado por volta das 19h de terça-feira (15), no seu fuso horário, e diz não ter compartilhado a seed nem autorizado nada. Outro relata a perda de ETH e pergunta se há como recuperar, um lembrete de que o XRP é só a parte visível: a própria DCENT inclui Bitcoin, Ethereum, TRON e as redes EVM entre as afetadas, e tokens como USDT em ERC-20 ou TRC-20 usam a mesma chave da carteira.
O endereço que recebeu as transferências manuais foi tornado público pelo criador de conteúdo James Rule XRP (@allthemoney) em 16 de setembro, enviado por uma vítima drenada para ele; foi a partir desse endereço que a XRPL.to seguiu o restante da operação. À imprensa sul-coreana, um representante da DCENT disse ao site SafeMoney que, até aquele momento, o problema parecia concentrado no app, não nas hardware wallets, e que a causa ainda estava em análise.
O incidente atinge uma marca que se apresentava como referência em segurança. A IoTrust, fundada em 2017 em Seul, lançou em 2018 o que anunciava como a primeira hardware wallet com autenticação por impressão digital e, em perfil publicado pelo VentureSquare em março, dizia ter cerca de 910 mil usuários em mais de 220 países e zero incidentes de hacking de carteira desde o lançamento. No início de setembro, a empresa abandonou o apóstrofo do nome e rebatizou a marca como DCENT.
O que pode ter acontecido: a pista está na assinatura
A DCENT não explicou o mecanismo, mas os critérios que divulgou dizem muito. O risco não está ligado a criar a carteira no app, e sim a assinar transações com ela em versões antigas. Endereços que só receberam fundos correm menos risco. E o título do próprio relatório fala em vulnerabilidade de assinatura. A leitura mais direta é que o problema estaria no processo de assinar, não na geração da seed.
Nas assinaturas de curva elíptica usadas por Bitcoin, Ethereum, XRP Ledger e TRON, cada transação exige um número secreto único, o nonce. Quando a implementação repete esse número, o gera de forma previsível ou o torna deduzível, a chave privada pode ser reconstruída a partir das assinaturas já publicadas na blockchain, sem tocar no aparelho da vítima. A Kudelski Security demonstrou o vetor em 2023, ao quebrar centenas de carteiras de Bitcoin com o ataque batizado de Polynonce, e a literatura acadêmica documenta o problema desde antes. Um cenário desse tipo explicaria por que apenas quem assinou está em risco, por que a versão no momento da assinatura é o que importa e por que o atacante pôde montar uma lista antes de agir. É uma hipótese coerente com os critérios, não uma confirmação: a DCENT não descreveu a falha, e o KriptoHoje não localizou pesquisador independente que tenha comprovado o mecanismo.
Há outra frente de análise. Em 16 de setembro, a XRPL.to publicou uma leitura do código da versão 9.2.1 do app para Android e listou 14 achados, três deles graves. A tela do App Wallet é uma página web remota, servida pela infraestrutura da DCENT. O módulo que assina com a chave de software aceita qualquer hash enviado por essa página depois do PIN, sem mostrar destino nem valor. O navegador de dApps embutido abre o mesmo assinador para qualquer site. Não há certificate pinning. E o backup social opcional envia a frase de recuperação, cifrada, ao serviço Wepin, operado pela própria IoTrust, que detém a chave capaz de abri-la. A própria XRPL.to ressalva que essa arquitetura explica quem está em risco e o formato do aviso da DCENT, mas não prova o que moveu os fundos, e que a versão 10.0.0 não foi coberta pela análise. A DCENT, por sua vez, sustenta que não armazena frases de recuperação em seus servidores.
Linha do tempo do caso
Lançamento da versão 8.1.0 do app da DCENT, às 7h40 UTC. Assinaturas feitas em versões anteriores são o critério de risco definido pela empresa.
Dois hubs de lavagem com o mesmo formato do usado no ataque já operavam na XRP Ledger, segundo a XRPL.to.
Criado, a partir de um saque na KuCoin, o hub que receberia os fundos de 15 de setembro; até o dia 16 ele já havia processado 1,36 milhão de XRP.
A ferramenta usada nas transferências manuais cria a carteira de provisionamento do operador; 23 das 26 carteiras que ela financiou alimentaram o hub.
Versão 10.0.0 do app publicada na Google Play, hoje exigida pela DCENT como requisito mínimo antes de mover ativos.
Varredura de 1.552 carteiras na XRP Ledger. Lavagem começa às 15h25; primeiro depósito na Binance às 17h18.
Primeiro relato chega ao suporte na madrugada coreana. Aviso no X às 1h19 de Brasília (4h19 UTC). Pop-up no app, FAQ, pedido de congelamento a corretoras e registro na polícia.
Relatório de situação, critérios de impacto, verificação dentro do app, canal direto com a polícia e equipe externa de rastreamento. Causa técnica segue sem divulgação.
Hardware wallet não é o problema; a seed no celular é
A regra que a DCENT aplica ao próprio caso vale para qualquer marca: uma hardware wallet só entra na conta se a frase de recuperação foi digitada em um aplicativo. No momento em que as 24 palavras passam por um celular, a chave deixa de ser fria, e nem a passphrase salva: a DCENT lembra que o App Wallet não suporta a 25ª palavra, mas que, se as 24 palavras já foram expostas, confiar apenas nela não é recomendado.
O erro não é novo. Em outubro de 2025, um investidor relatou a perda de cerca de US$ 3 milhões em XRP depois de importar a seed de uma hardware wallet Ellipal no aplicativo móvel da marca; a fabricante afirmou que o dispositivo continuou isolado e que a importação transformou a carteira em uma carteira quente. E 2026 vem se desenhando como o ano das carteiras que falharam por dentro. Em julho, usuários da Coldcard perderam mais de 1.500 BTC, segundo a contagem da Galaxy Research, por uma falha na geração de aleatoriedade do firmware, caso coberto pelo KriptoHoje. Em 3 de setembro, 4.010 carteiras do XRPH Wallet, do projeto XRP Healthcare, foram esvaziadas em três horas na XRP Ledger, com 267 mil XRP e milhões de tokens do projeto, cerca de US$ 450 mil; o pós-mortem atribuiu o roubo à aleatoriedade fraca na geração das chaves, que reduziu o espaço de busca a cerca de 2^46, e o projeto encerrou as operações em 10 de setembro. Doze dias depois, veio a DCENT.
Os mecanismos são diferentes, mas a lição é a mesma: a chave privada precisa nascer e permanecer em um dispositivo que mostre, na própria tela, o que está sendo assinado. Quando a assinatura acontece no celular, o usuário aprova um número que não consegue ler.
Leia também: Ataque à Coldcard: como uma falha na geração de aleatoriedade permitiu drenar bitcoins sem tocar nos dispositivos
O que fazer se você usa o aplicativo da DCENT
O aplicativo é gratuito e distribuído globalmente pelas lojas oficiais, e o App Wallet costuma ser a porta de entrada de quem ainda não tem uma hardware wallet. Se você usa o app da DCENT, siga a ordem abaixo, que reúne as orientações oficiais da empresa e as precauções de sempre.
1. Antes de qualquer coisa, confira se o backup das 24 palavras está completo e legível. Sem ele, a carteira não pode ser recuperada, e a DCENT não tem cópia. Não apague o App Wallet nem desinstale o app antes dessa conferência.
2. Atualize o app para a versão 10.0.0 ou superior, apenas pela App Store ou pela Google Play (Configurações, Sobre, Verificar atualizações). Ignore arquivos de instalação ou links recebidos por mensagem. Não assine nada com o App Wallet antes de atualizar; a empresa diz que não pode descartar risco adicional em mover ativos de uma versão antiga.
3. Rode a verificação Wallet Address Check no pop-up de “Aviso urgente de segurança”. Se a resposta for “ação necessária” ou “não foi possível confirmar”, trate a carteira como comprometida.
4. Crie uma carteira com uma frase de recuperação completamente nova, de preferência gerada dentro de uma hardware wallet. Não restaure a frase antiga em lugar nenhum: restaurar reproduz a mesma chave.
5. Mova tudo para o novo endereço: moedas, tokens, NFTs, ativos em staking e aprovações de token, rede por rede, inclusive nas EVM (BSC, Polygon, Base, Arbitrum), que compartilham o endereço. Faça um envio pequeno de teste, confira a rede e, no XRP, a destination tag antes de mover o restante.
6. Aposente o endereço antigo para sempre. Ele não pode ser apagado da blockchain, então não o use para receber, assinar ou aprovar nada. Ficar offline não protege: com a chave exposta, a transação pode ser criada de qualquer outro lugar.
7. Desconfie de todo mundo. A DCENT não tem canais no Telegram ou no Discord, não opera contas de “suporte” ou “recuperação” e nunca pede frase de recuperação, chave ou PIN. Ninguém que ofereça recuperar seus fundos em troca da seed ou de um depósito é legítimo.
8. Se já foi roubado: registre o caso no suporte oficial (dcentwallet.zendesk.com) com rede, TXID, endereços de origem e destino, tipo de carteira, sistema operacional e horário. No Brasil, registre boletim de ocorrência na delegacia eletrônica do seu estado, guarde os comprovantes e, se os fundos foram parar em uma corretora identificável, comunique a corretora com o TXID. A DCENT diz que orienta quem quiser registrar queixa por conta própria.
A frase de recuperação de uma hardware wallet nunca deve ser digitada em aplicativo, site, extensão, formulário de suporte ou ferramenta de “verificação”. Quem quer usar um app de celular no dia a dia deve fazê-lo com uma carteira própria, de valor pequeno, e nunca com a mesma seed que protege o patrimônio.
Para saber se duas carteiras compartilham a mesma seed, compare o endereço de recebimento da mesma rede nas duas, na tela: os seis primeiros caracteres, os seis últimos e um trecho do meio. É a única verificação que não expõe nada.
O KriptoHoje enviou pedido de comentário à IoTrust, fabricante da DCENT, sobre a causa da falha e o número de usuários afetados, e atualizará esta matéria se houver resposta. Os dados on-chain citados são da XRPL.to, que publica a lista completa das transações e endereços para conferência pública.
Sua seed nunca deveria passar por um celular
Hardware wallets originais Trezor, Ledger e SecuX, com a chave gerada e guardada no próprio dispositivo, garantia de procedência, envio para todo o Brasil e suporte em português.
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