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Brasil lidera índice global de adoção cripto em 2026

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Com US$ 593,8 bilhões em volume regional e crescimento de 9,8%, a América Latina desafia a contração global de 1,6% — e o Brasil aparece no topo do novo índice de adoção cripto da Chainalysis.

O Brasil assumiu a liderança do índice de adoção de criptomoedas reformulado pela Chainalysis, firma de análise de dados blockchain. O resultado integra o mais recente relatório da empresa sobre atividade cripto global, que registrou retração de 1,6% no período analisado — enquanto a América Latina nadou na contramão, expandindo 9,8% e acumulando US$ 593,8 bilhões em transações.

Segundo a The Defiant, que teve acesso ao levantamento, a metodologia do índice foi redesenhada para capturar com mais precisão o uso cotidiano das criptomoedas pela população — e não apenas o volume bruto de transações institucionais. Fatores como adoção por varejo, uso em DeFi e penetração em camadas de renda mais baixa passaram a ter peso maior no cálculo.

O desempenho brasileiro reflete um ambiente regulatório que amadureceu nos últimos anos, com o Real Digital em testes avançados e uma base crescente de usuários de finanças descentralizadas (DeFi). O país já conta com mais de 20 milhões de CPFs cadastrados em corretoras reguladas pela Receita Federal, segundo dados públicos do órgão.

Leia tambem: o que e DeFi e como funciona.

🌎 América Latina em alta

A região movimentou US$ 593,8 bilhões em cripto, crescimento de 9,8% no período, mesmo com o mercado global recuando 1,6%.

🇧🇷 Brasil no topo

O país liderou o índice reformulado da Chainalysis, que passou a valorizar uso cotidiano e adoção por varejo, não só volume institucional.

📐 Nova metodologia

O índice foi redesenhado para incluir métricas de DeFi, penetração em baixa renda e uso real pelas pessoas, além de transações on-chain brutas.

📉 Contração global

Enquanto a América Latina avançava, a economia cripto global encolheu 1,6% no mesmo intervalo, segundo os dados da Chainalysis.

Por que o Brasil lidera?

A combinação de alta penetração de smartphones, população jovem e familiarizada com pagamentos digitais via Pix, regulação progressiva da CVM e do Banco Central, e uma comunidade DeFi ativa coloca o Brasil em posição de destaque frente a economias desenvolvidas que ainda debatem marcos regulatórios básicos.

O crescimento latino-americano também é impulsionado por países como Argentina e Venezuela, onde a instabilidade monetária historicamente empurra a população para ativos alternativos como Bitcoin e stablecoins atreladas ao dólar. Nesse contexto, a adoção não é especulativa — é funcional.

A reformulação do índice pela Chainalysis é relevante porque corrige uma distorção clássica dos rankings anteriores: economias com grande volume institucional, como EUA e Reino Unido, tendiam a aparecer no topo mesmo sem necessariamente indicar uso massivo pela população. A nova lógica privilegia impacto social real do ecossistema cripto.

📰 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas no levantamento publicado pela The Defiant com dados da Chainalysis. O KriptoHoje não teve acesso direto ao relatório completo — recomendamos a leitura da fonte original (em inglês) para detalhes metodológicos.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
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