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15 instituições não venderam Bitcoin na queda de 50%

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Uma pesquisa da gestora Bitwise ouviu 15 grandes instituições sobre o comportamento delas durante a queda de 50% no preço do Bitcoin — e nenhuma vendeu. Algumas, inclusive, compraram mais.

Quando o mercado de criptomoedas passou por uma correção severa, com o Bitcoin recuando cerca de 50% em relação a suas máximas, muitos investidores de varejo se desfizeram de suas posições. O comportamento das grandes instituições, no entanto, foi bastante diferente — e um novo levantamento da Bitwise Asset Management documenta isso com clareza.

Segundo a BeInCrypto Brasil, a gestora entrevistou 15 instituições — entre fundos de pensão, family offices e gestoras de patrimônio — e nenhuma delas liquidou suas posições em criptoativos durante o período de queda. Parte dessas instituições aproveitou a correção para aumentar a exposição ao Bitcoin.

O dado é relevante porque contrasta com a narrativa de que a volatilidade do Bitcoin afasta o capital institucional. Na prática, ao menos entre os entrevistados pela Bitwise, a queda foi encarada como uma janela de acumulação, não como sinal de saída.

Por que as instituições ficaram firmes?

As razões apontadas pelas instituições variam, mas convergem em torno de um ponto central: o horizonte de investimento de longo prazo. Diferentemente do investidor individual que reage ao preço do dia, gestoras institucionais costumam trabalhar com teses de alocação que levam anos para se desenvolver.

📅 Horizonte de longo prazo

Instituições operam com teses de anos, não de semanas. A queda de 50% não alterou o racional estratégico de alocação em Bitcoin.

📊 Diversificação de portfólio

Bitcoin é tratado como uma classe de ativo com correlação baixa a outros ativos tradicionais, o que justifica mantê-lo mesmo em períodos turbulentos.

💰 Acumulação na baixa

Parte das instituições usou a queda para comprar mais, reduzindo o preço médio de entrada e aumentando a participação no ativo.

🔒 Convicção na tese

A volatilidade foi vista como característica conhecida do ativo, não como sinal de ruptura da tese de investimento.

Esse padrão de comportamento não é novo entre grandes alocadores. O conceito de “comprar na queda” — ou DCA (dollar-cost averaging) — já é amplamente usado por investidores sofisticados que acreditam na valorização do ativo ao longo do tempo e preferem não tentar prever o momento exato de fundo.

O que isso diz sobre a maturidade do mercado?

O fato de 15 instituições, sem exceção, terem mantido ou ampliado posições durante uma queda de 50% sugere que o capital institucional está cada vez mais comprometido com Bitcoin de forma estrutural — não como aposta especulativa de curto prazo. Esse comportamento, se mantido em ciclos futuros, tende a reduzir a amplitude das correções ao longo do tempo, na medida em que a pressão vendedora institucional diminui.

A Bitwise é uma das maiores gestoras especializadas em criptoativos dos Estados Unidos e publica periodicamente pesquisas com alocadores profissionais. O relatório que originou os dados não foi divulgado na íntegra publicamente, mas os números foram reportados pela BeInCrypto Brasil.

Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

📌 Nota editorial

Os dados citados nesta reportagem foram publicados originalmente pela BeInCrypto Brasil, com base em pesquisa conduzida pela Bitwise Asset Management. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou as informações para o leitor brasileiro, sem alterar os fatos reportados.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Edilson Lauro
Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.

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