A exchange Bitget sofreu um hack de US$ 387,5 milhões e, após reabrir saques, viu quase 5.000 BTC deixarem suas reservas. Enquanto isso, os hackers já iniciaram o processo de lavagem dos fundos.
A exchange de criptomoedas Bitget está no centro de uma das maiores violações de segurança do ano em curso. Após sofrer um ataque que resultou no roubo de US$ 387,5 milhões, a plataforma suspendeu temporariamente as operações de saque e, ao reabri-las, registrou uma corrida imediata de usuários para retirar seus fundos.
Segundo a CryptoSlate, a CEO da Bitget, Gracy Chen, informou em 28 de setembro que a exchange havia processado 9.585 ordens de saque, totalizando 4.098,036 BTC, contabilizados até as 17h no fuso UTC+8 — logo após a retomada dos saques em Bitcoin. Dados independentes da plataforma DeFiLlama indicaram que as reservas rastreadas da Bitget sofreram queda expressiva, chegando perto das 5.000 BTC retiradas no total.
O movimento em massa dos usuários reflete o nervosismo do mercado diante de incidentes dessa magnitude. A memória de outros grandes hacks em exchanges centralizadas ainda é recente, e a reação dos clientes da Bitget segue o padrão observado em situações similares: ao menor sinal de reabertura, a pressão por saques é imediata e intensa.
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Hackers já movem os fundos roubados
Paralelamente à corrida de saques, os responsáveis pelo ataque já deram início ao processo de lavagem dos fundos. Esse estágio é crítico em investigações de crimes cibernéticos: uma vez que os ativos começam a ser fragmentados, misturados ou convertidos entre diferentes redes, o rastreamento se torna exponencialmente mais difícil para autoridades e analistas de blockchain.
US$ 387,5 milhões foram roubados da Bitget, tornando o incidente um dos maiores ataques a exchanges em 2026.
Quase 5.000 BTC saíram das reservas rastreadas da Bitget após a reabertura dos saques em 28 de setembro.
Os hackers já iniciaram a movimentação dos fundos roubados, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
9.585 ordens de saque foram processadas, totalizando 4.098,036 BTC, segundo a própria CEO da exchange.
Autocustódia: a lição que nenhum hack ensina duas vezes
Incidentes como o da Bitget reforçam um princípio fundamental no universo cripto: not your keys, not your coins. Manter criptoativos em exchanges centralziadas significa confiar a custódia a terceiros — e toda exchange, por mais robusta que seja, representa um alvo potencial para ataques sofisticados. Hardware wallets e soluções de autocustódia existem precisamente para mitigar esse risco.
A Bitget ainda não divulgou detalhes técnicos completos sobre o vetor do ataque — se foi uma vulnerabilidade interna, comprometimento de chaves privadas ou exploração de contratos inteligentes. A transparência nessa fase é essencial para que o mercado avalie a solidez da resposta da exchange e a credibilidade de seus sistemas de segurança.
📰 Contexto editorial
As informações desta reportagem têm como base a cobertura da CryptoSlate e dados públicos da plataforma DeFiLlama. O KriptoHoje acompanha o desenvolvimento do caso e trará atualizações à medida que novas informações forem divulgadas.
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