InícioEducaçãoLedger e CryptoBilis: ataque de US$ 87 mi liga revendedor

Ledger e CryptoBilis: ataque de US$ 87 mi liga revendedor

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A Ledger informou que todos os casos confirmados do suposto roubo de US$ 87 milhões envolvem hardware wallets vendidas pela revendedora CryptoBilis, que já teria interrompido a venda desses aparelhos.

A Ledger afirmou que todos os casos confirmados do incidente da semana passada, em que carteiras foram esvaziadas, estão ligados a aparelhos vendidos pela CryptoBilis, revendedora do Sudeste Asiático. Segundo a Decrypt, a empresa diz que seus próprios sistemas e as vendas diretas não foram afetados.

A atualização de 72 horas foi publicada no domingo. A fabricante, sediada em Paris, disse que o volume de dispositivos afetados é “limitado”, que trabalha com as autoridades e que está contatando os usuários prejudicados. Também afirmou que a CryptoBilis confirmou ter encerrado todas as vendas de hardware wallets.

O que se sabe sobre o caso Ledger CryptoBilis

A Ledger começou a investigar na sexta-feira, depois que usuários do Sudeste Asiático que compraram aparelhos da CryptoBilis relataram perda de fundos. O investigador onchain Specter rastreou mais de US$ 86 milhões em supostos roubos nas redes Ethereum, Tron e Bitcoin.

A Ledger não confirmou esse valor nem informou a causa das perdas.

🔎 Lista de carteiras

Os investigadores da YFarmX disseram ter enviado à Ledger uma lista com mais de 450 carteiras esvaziadas.

🌀 Uso de mixer

Segundo a análise, 2.810 ETH passaram pela Tornado Cash em três rodadas, e os saques seguiram pelo pool blindado da Zcash.

💵 Stablecoins

Cerca de 3,28 milhões de USDC foram para três carteiras novas, que a Circle poderia congelar. A Tether congelou 10 milhões de USDT no primeiro dia.

🔄 Troca por USDD

O autor converteu 15 milhões de USDT em USDD, que a Tether não consegue congelar. Depois trocou 5,1 milhões de volta e enviou cerca de 4,23 milhões de USDT a endereços de depósito da Binance.

Ainda conforme a YFarmX, 15.475 ETH, 203 BTC e 10 milhões de USDD seguem fora de alcance. As conclusões da firma não foram verificadas de forma independente.

Relatos na Europa ainda sem confirmação

Um usuário do X, identificado como Johannes, afirmou ter encontrado aparelhos Ledger adulterados na Europa, comprados em lojas de varejo. Ele disse que os dois tinham “modificações idênticas”, como cabos adicionais e um módulo LTE, e pediu um recall do produto.

As alegações não foram verificadas de forma independente. A Ledger sustenta que todos os casos confirmados até agora envolvem a CryptoBilis. Johannes disse que enviará o segundo aparelho à empresa para análise, e a Decrypt pediu um posicionamento sobre os relatos europeus.

Orientações da Ledger

Quem comprou da CryptoBilis não deve configurar aparelhos ainda sem uso. Quem já configurou deve mover os fundos para uma nova seed phrase, em um dispositivo comprado diretamente da Ledger. A empresa lembra que nunca pede as 24 palavras de recuperação por ligação ou mensagem direta.

Revisão de controles na cadeia de revenda

A Ledger lembrou a revendedores e distribuidores autorizados que devem obter produtos apenas por canais oficiais e nunca recolocar no estoque itens devolvidos. Também alertou que, em vendedores não autorizados, o risco de comprar dispositivos suspeitos, falsificados ou modificados é alto.

A empresa disse revisar os controles sobre revendedores, avançar em proteções de hardware e convidou o setor a colaborar em práticas de cadeia de suprimentos e antiadulteração. Também avisou que golpistas podem tentar explorar o episódio.

O que isso significa para quem investe no Brasil

A fonte não cita casos no Brasil. Ainda assim, o episódio reforça um ponto comum a qualquer país: a origem do aparelho importa. A orientação da Ledger é comprar apenas em canais autorizados.

Leia também: hardware wallets para iniciantes.

📝 Nota editorial

A causa das perdas e o valor total ainda não foram confirmados pela Ledger. Os números de rastreamento vêm de investigadores onchain e não foram verificados de forma independente.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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