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Cripto roubada sem freio: hackers retêm US$ 287 milhões

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Estudo da Blockaid sobre 60 ataques onchain em 2026 mostra que invasores agem em minutos, que quase nada volta às vítimas e que US$ 287,1 milhões seguem em carteiras que ninguém consegue congelar.

Hackers que atacaram protocolos neste ano ainda controlam US$ 287,1 milhões em cripto roubada que investigadores conseguem acompanhar, mas não têm como congelar. Os dados vêm de um relatório da empresa de segurança Blockaid, divulgado na segunda-feira.

Segundo a Unchained, a firma analisou 60 grandes explorações onchain entre janeiro e agosto de 2026, que somaram US$ 1,18 bilhão em fundos roubados.

Quase nada volta às vítimas

Até 2 de setembro, data de corte do relatório, apenas US$ 9,8 milhões, ou 0,8% do total, haviam sido devolvidos. Outros US$ 81,4 milhões foram congelados, mas ainda não repassados. Só 5 dos 60 incidentes tiveram algum valor congelado ou recuperado.

⏱️ 17 minutos

Mediana do tempo até os atacantes começarem a mover os fundos, medida em 59 casos.

⚡ 68% em até 1 hora

Em 40 casos o dinheiro saiu em até uma hora, e em 13 (22%) já no primeiro minuto.

“Dezessete minutos é uma janela incrivelmente curta para qualquer equipe de segurança detectar um ataque, identificar para onde foi o dinheiro e coordenar uma resposta”, disse Ido Ben-Natan, cofundador e CEO da Blockaid, em comunicado.

Onde está a cripto roubada que não pode ser congelada

Os US$ 287,1 milhões estão distribuídos em 16 incidentes. A maior parte está em ativos sem emissor central capaz de bloquear transferências de um endereço, como ETH, bitcoin, tokens embrulhados e tokens de staking líquido.

Cerca de US$ 229 milhões vêm do ataque ao Drift, em abril. Em 2 de setembro, aproximadamente 107.165 ETH estavam em três endereços do atacante.

Exchange ou mixer: dois caminhos opostos

A Blockaid afirma que uma transferência para uma exchange ou para um ativo congelável pode abrir uma chance de intervenção. Já passar as moedas por um mixer tornaria a recuperação muito mais difícil.

Controles dos protocolos fizeram a diferença

Dos US$ 91,2 milhões congelados ou devolvidos, US$ 90,4 milhões (99,1%) foram obtidos por controles de protocolos, órgãos de governança ou validadores.

  • ✅ Arbitrum: o Conselho de Segurança congelou cerca de US$ 71 milhões ligados ao ataque à Kelp DAO.
  • ✅ Syscoin: cerca de US$ 9 milhões, com a queima de tokens não autorizados.
  • ✅ Stellar: cerca de US$ 6,9 milhões colocados em quarentena por validadores após o ataque à Blend.

A Blockaid, que vende ferramentas de verificação de transações, recomenda que protocolos e instituições definam antes quem tem autoridade para congelar fundos e quais evidências isso exige, além de monitorar endereços comprometidos. Para Ben-Natan, é preciso bloquear transações perigosas antes que os fundos sejam roubados.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O relatório não trata do Brasil, mas o quadro vale para qualquer usuário de DeFi: em caso de ataque, a chance de recuperar recursos é pequena. Proteger chaves e acessos antes do incidente pesa mais do que contar com reembolso depois.

Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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