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Hackers norte-coreanos roubaram 7 mil carteiras cripto

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Documento conjunto de autoridades japonesas e americanas detalha como grupos ligados à Coreia do Norte comprometeram dezenas de milhares de máquinas e esvaziaram carteiras digitais em menos de oito meses.

Autoridades do Japão e dos Estados Unidos divulgaram nesta sexta-feira (18) um documento conjunto apontando que hackers vinculados ao governo da Coreia do Norte infectaram cerca de 30 mil computadores e comprometeram 7 mil carteiras de criptomoedas em um intervalo de aproximadamente oito meses — entre dezembro de 2025 e julho de 2026.

Segundo a Livecoins, as perdas totais estimadas durante esse período chegam a US$ 10,7 milhões — cerca de R$ 55,1 milhões na cotação mencionada pela fonte. O alerta reforça uma tendência preocupante: grupos cibercriminosos patrocinados pelo Estado norte-coreano têm intensificado ataques direcionados especificamente ao ecossistema de ativos digitais.

O comunicado não detalhou publicamente os vetores de ataque utilizados em cada caso, mas investigações anteriores sobre grupos como o Lazarus Group — historicamente associado a Pyongyang — indicam uso recorrente de engenharia social, malware disfarçado de software legítimo e phishing direcionado a profissionais do setor cripto.

O que os números revelam

🖥️ 30 mil computadores infectados

Volume de máquinas comprometidas entre dezembro de 2025 e julho de 2026, conforme o documento divulgado pelas autoridades.

👛 7 mil carteiras roubadas

Número de carteiras de criptomoedas comprometidas no mesmo período, evidenciando o foco dos atacantes no setor de ativos digitais.

💸 US$ 10,7 milhões em perdas

Prejuízo total estimado pelas autoridades do Japão e dos EUA durante o período investigado.

🌐 Alerta conjunto EUA-Japão

A publicação coordenada sinaliza cooperação internacional crescente no combate a ataques cibernéticos vinculados a estados-nação.

A escala da operação chama atenção não apenas pelo volume financeiro, mas pela amplitude geográfica e técnica: infectar 30 mil máquinas em menos de oito meses exige infraestrutura sofisticada e, muito provavelmente, automação em larga escala dos vetores de comprometimento.

Por que carteiras de criptomoedas são alvos prioritários?

Diferentemente de contas bancárias tradicionais, transações em blockchain são irreversíveis. Uma vez que os fundos são transferidos para carteiras controladas pelos atacantes, a recuperação é praticamente impossível sem cooperação de exchanges centralizadas. Isso torna o ecossistema cripto especialmente atraente para grupos que buscam lavagem de recursos e financiamento de atividades ilícitas.

A divulgação reacende o debate sobre a importância da custódia própria e do uso de carteiras de hardware (cold wallets) para armazenar ativos digitais fora do alcance de ambientes conectados à internet. Carteiras quentes — mantidas em aplicativos ou exchanges — continuam sendo o principal ponto de entrada explorado por agentes maliciosos.

Leia tambem: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

📌 Nota editorial

As informações sobre o número de máquinas infectadas, carteiras comprometidas e o valor das perdas foram divulgadas em documento conjunto pelas autoridades do Japão e dos EUA, conforme reportado pela Livecoins em 18 de setembro de 2026. O KriptoHoje não teve acesso direto ao documento original e baseia este texto na cobertura da fonte citada.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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