A maior corretora de criptomoedas do mundo pediu autorização ao Banco Central para operar como PSAV no Brasil e promete virar uma plataforma financeira completa, mas critica o rigor e o prazo da regra.
A Binance PSAV entrou oficialmente na reta final da regulação brasileira. Segundo a Exame, a exchange protocolou no Banco Central o pedido para se tornar uma prestadora de serviços de ativos virtuais regulada no país.
Pela norma publicada pelo BC no ano passado, toda empresa que opera com criptoativos precisa pedir autorização até esta sexta-feira, 30. Quem não for autorizado perde o direito de operar e passa a ser tratado como instituição irregular.
Binance quer ser plataforma financeira completa
Em entrevista à Exame, Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, disse que a empresa está pronta para ser regulada e supervisionada pelo BC. A meta, afirmou, é ser uma “plataforma financeira completa”, e não apenas uma corretora de cripto.
Em agosto, a Binance anunciou a liberação da negociação de ações e ETFs para brasileiros. Sarandy também indicou que a área de pagamentos será ampliada.
Modelo de duas instituições
Antiga Sim;paul, comprada pela exchange em operação anunciada em 2022. Vai receber os saldos de clientes em reais e outras moedas fiduciárias.
Instituição recém-criada, responsável pelas operações com ativos virtuais.
Críticas à regulação e produtos que saíram
Sarandy lamentou que a Binance tenha sido obrigada a deixar de oferecer produtos como margem, que permite pegar fundos emprestados para alavancar operações, e empréstimos.
Para ele, é um paradoxo que o Brasil seja o país que mais adota criptomoedas e, ao mesmo tempo, veja mais empresas saindo do que entrando. Neste ano, Revolut, Lemon Cash e Bitso anunciaram que deixarão de ofertar cripto no país. Coinext, NovaDAX, Bity e Digitra.com encerraram operações.
“Apenas 270 dias”
Sarandy afirmou que as exchanges tiveram só 270 dias para se preparar, enquanto instituições de pagamento tiveram 5 anos no total, e que o mercado de ativos virtuais já nasce com regulação bancária. Ele diz entender a preocupação do BC com segurança, mas considera os requisitos duros, sobretudo para empresas menores.
O executivo disse ainda que a saída desses players não beneficia a Binance, pois muitos usavam ou usam seus serviços. Segundo ele, há uma quantidade enorme de provedores que deixarão de operar com a exchange por não conseguirem se regularizar.
Quem já pediu licença
Perto do fim do prazo, já pediram licença de PSAV: OKX, Bybit, Crown, Brasil Bitcoin, Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange.
A Exame afirma que outras devem pedir em breve, como Avenia, Coinbase, Foxbit, Lumx e Mercado Bitcoin. Bancos como Bradesco, BTG Pactual e Itaú já têm áreas dedicadas a ativos digitais.
O que isso significa para quem investe no Brasil
Quem usa corretoras de cripto no país deve acompanhar se a plataforma escolhida pediu autorização e se será aprovada, já que empresas sem licença ficam irregulares. Produtos como margem e empréstimos deixaram de ser oferecidos pela Binance por causa da regra.
Leia também: guia completo de criptomoedas.
📌 Nota editorial
O pedido de licença não equivale a aprovação. A decisão cabe ao Banco Central.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Guarde suas criptomoedas com autocustódia
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Quase 700 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia no Brasil, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
BC suspende câmbio com fundos cripto e afeta preço do BitcoinA decisão do Banco Central de suspender operações de câmbio com fundos cripto pode gerar spreads maiores
KriptoBR não é exchange: o que a empresa realmente fazA KriptoBR é revendedora oficial de hardware wallets — não exchange, corretora ou custodiante de criptoativos.
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
As notícias que movem o mercado, sem ruído
Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.
