Em 12 de maio, a Ethereum Foundation e um grupo de desenvolvedores de carteiras lançaram o Clear Signing, padrão aberto que promete acabar com as aprovações cegas de transações — falha ligada a bilhões em perdas no ecossistema DeFi.
A Ethereum Foundation, em parceria com o Ethereum Working Group — coalizão formada por desenvolvedores de carteiras e empresas de segurança —, anunciou no dia 12 de maio o lançamento do Clear Signing, um padrão aberto voltado a tornar as aprovações de transações na rede Ethereum legíveis para qualquer usuário. A iniciativa é apresentada como resposta direta a uma das vulnerabilidades mais persistentes do setor: o blind signing, ou “assinatura cega”.
O blind signing ocorre quando um usuário autoriza uma transação sem conseguir visualizar, de forma clara, o que está aprovando. Em vez de ler “você está enviando 1 ETH para o endereço X”, a carteira exibe apenas uma sequência de dados técnicos hexadecimais, incompreensível para a maioria das pessoas. Esse mecanismo tem sido explorado sistematicamente em ataques de phishing e engenharia social contra usuários de DeFi.
Segundo a BeInCrypto, o anúncio oficial classificou o blind signing como uma falha estrutural diretamente associada a bilhões de dólares em perdas de usuários ao longo dos anos — incluindo o notório ataque à Bybit, que resultou em um dos maiores roubos já registrados no mercado de criptoativos.
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O que muda com o Clear Signing
O novo padrão define uma estrutura comum para que carteiras compatíveis possam exibir, em linguagem natural, exatamente o que uma transação vai executar antes que o usuário a confirme. A ideia é que, independentemente da carteira utilizada — seja uma hardware wallet ou uma carteira de software —, a apresentação das informações siga o mesmo formato legível e verificável.
O usuário visualiza, em texto simples, o que a transação irá executar — valor, destinatário, contrato envolvido — antes de assinar.
A especificação foi desenvolvida em conjunto por múltiplos fabricantes de carteiras e firmas de segurança, sem controle centralizado.
A iniciativa surge após incidentes de alto perfil — como o hack da Bybit — que exploraram diretamente a incapacidade dos usuários de entender o que estavam aprovando.
O padrão foi projetado para funcionar tanto em carteiras de software quanto em dispositivos físicos de armazenamento a frio.
Um problema antigo, tratado como inevitável
Por anos, o blind signing foi tratado pelo setor como uma limitação técnica difícil de contornar, e não como uma falha a ser corrigida. Contratos inteligentes complexos e assinaturas do tipo EIP-712 são frequentemente aprovados pelos usuários sem qualquer compreensão real do que estão autorizando — situação que facilita tanto golpes sofisticados quanto erros simples.
Por que isso importa para o usuário comum
Toda vez que você interage com um protocolo DeFi, um marketplace de NFTs ou uma dApp qualquer, sua carteira pede uma assinatura. Sem o Clear Signing, você aprova às cegas. Com o padrão implementado, cada detalhe da operação fica visível antes da confirmação — reduzindo drasticamente a superfície de ataque para golpes de phishing e contratos maliciosos.
A adoção do padrão, no entanto, depende da implementação por parte dos fabricantes e desenvolvedores de carteiras. A Ethereum Foundation não tem autoridade para impor o uso do Clear Signing — sua influência se dá pela articulação do ecossistema e pelo peso simbólico de liderar o grupo de trabalho. O ritmo de adoção real ainda é uma incógnita.
📌 Nota editorial
As informações deste artigo têm como base a cobertura da BeInCrypto sobre o lançamento do Clear Signing pela Ethereum Foundation em 12 de maio de 2025. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente.
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