Um sócio do BTG Pactual afirma que o setor de criptomoedas já dispõe de ferramentas tecnológicas para enfrentar os riscos impostos pela computação quântica — tema que voltou ao radar do mercado financeiro.
A computação quântica tem sido apontada como um dos maiores desafios futuros para a segurança digital — e o mercado de criptomoedas não ficaria de fora dessa equação. Mas, segundo um executivo do BTG Pactual, o setor já caminha para respostas concretas a essa ameaça.
Segundo a Exame.com, o sócio do BTG afirmou que o mercado cripto já possui tecnologia do tipo quantum-proof — ou seja, resistente a ataques de computadores quânticos — e que esses avanços devem ser incorporados gradualmente à infraestrutura das redes blockchain.
Para quem ainda está começando a entender o universo das criptomoedas, vale contextualizar: as carteiras digitais e as transações em blockchain se apoiam em criptografia assimétrica, um sistema matemático que os computadores convencionais levariam milênios para quebrar. O problema é que computadores quânticos suficientemente poderosos poderiam, em tese, realizar essa tarefa em muito menos tempo.
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O que é a “ameaça quântica” para o cripto?
A segurança das criptomoedas depende de algoritmos criptográficos que protegem chaves privadas e validam transações. Esses algoritmos foram projetados para resistir a computadores clássicos — mas não necessariamente a máquinas quânticas, que operam com lógica completamente diferente.
Hoje, computadores quânticos ainda não têm capacidade real para quebrar esses sistemas. Mas o avanço acelerado de empresas como Google, IBM e startups especializadas faz com que pesquisadores e desenvolvedores de blockchain já trabalhem em soluções preventivas.
Algoritmos como ECDSA protegem carteiras cripto. São seguros contra computadores convencionais, mas vulneráveis a ataques quânticos avançados.
Usa qubits para processar múltiplos estados simultaneamente, o que pode tornar certos problemas matemáticos — hoje intratáveis — muito mais fáceis de resolver.
Novos algoritmos pós-quânticos, como os padronizados pelo NIST em 2024, foram criados para resistir a ataques mesmo de computadores quânticos potentes.
O sócio do BTG Pactual demonstrou otimismo com a capacidade do setor de se adaptar, citando o desenvolvimento ativo de soluções resistentes à ameaça quântica.
O setor já trabalha em soluções
O otimismo do executivo do BTG tem respaldo em movimentos concretos da indústria. Em 2024, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) publicou os primeiros algoritmos criptográficos pós-quânticos padronizados, um marco para toda a segurança digital global — incluindo o setor cripto.
Desenvolvedores de protocolos blockchain, como os ligados ao Ethereum, já discutem ativamente planos de migração para criptografia resistente a computadores quânticos. O consenso entre especialistas é que a transição será gradual e coordenada — não uma ruptura abrupta.
Contexto: por que isso importa agora?
O tema ganhou tração após o Google anunciar avanços significativos em seu chip quântico Willow, no fim de 2024. Embora a tecnologia ainda esteja longe de ameaçar a criptografia atual na prática, o alerta fez com que projetos blockchain e instituições financeiras acelerassem pesquisas em segurança pós-quântica.
Para o investidor comum, a mensagem do executivo do BTG é de que não há motivo para pânico imediato. A infraestrutura cripto tem tempo — e já tem caminhos técnicos — para se adaptar antes que a computação quântica represente uma ameaça real às carteiras digitais e transações em blockchain.
📰 Nota Editorial
As declarações do sócio do BTG Pactual foram reportadas originalmente pela Exame.com. O KriptoHoje reapresentou o conteúdo com contexto adicional para leitores iniciantes no universo cripto.
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