Peter Schiff renova ofensiva contra a MicroStrategy, alegando que o portfólio de US$ 64 bilhões em Bitcoin apresenta retorno negativo e que a subsidiária STRC funciona como um esquema Ponzi.
O economista e crítico contumaz do Bitcoin, Peter Schiff, voltou a atacar publicamente a MicroStrategy — hoje rebatizada como Strategy — em meio a um debate crescente sobre os riscos da estratégia de alavancagem adotada pela empresa para acumular a criptomoeda. Desta vez, o alvo de Schiff se ampliou: além da companhia principal, ele também mirou a recém-criada subsidiária STRC.
Segundo a BeInCrypto, Schiff publicou nas redes sociais a afirmação de que o retorno real sobre os aproximadamente US$ 64 bilhões em Bitcoin detidos pela Strategy é, na prática, negativo. O argumento central é que o custo de capital para financiar essas aquisições — por meio de emissão de dívida e ações — supera os ganhos gerados pela valorização do ativo.
A crítica à STRC foi ainda mais incisiva. Schiff classificou a subsidiária como uma estrutura que necessita de um crescimento anual de pelo menos 30% no preço do Bitcoin para honrar seus compromissos financeiros. Para ele, isso a aproxima da lógica de um esquema Ponzi — onde retornos dependem de uma valorização perpétua e crescente do ativo subjacente, e não de geração real de valor.
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O que está em jogo na estratégia da Strategy?
A empresa liderada por Michael Saylor acumula Bitcoin desde 2020 utilizando capital captado via emissão de títulos de dívida conversíveis e ofertas de ações. A tese é que o BTC funciona como reserva de valor superior ao caixa em dólares. Críticos, no entanto, argumentam que o modelo amplifica os riscos em cenários de queda prolongada do ativo — uma discussão que ganhou força com a escalada da alavancagem nos últimos trimestres.
Os principais pontos do ataque de Schiff
Schiff afirma que, descontado o custo de capital para financiar as compras, o retorno líquido da Strategy sobre sua posição em BTC seria negativo, contrariando a narrativa oficial da empresa.
A subsidiária STRC, segundo o economista, só seria sustentável se o Bitcoin crescesse ao menos 30% ao ano de forma contínua — uma premissa que ele considera improvável e estruturalmente frágil.
Analistas do mercado apontam que o nível de endividamento da Strategy tem crescido consistentemente, aumentando a exposição da empresa a eventuais correções bruscas no preço do BTC.
Até o momento da publicação desta notícia, nem Michael Saylor nem a equipe de comunicação da Strategy se manifestaram publicamente em resposta às declarações de Schiff.
Vale destacar que Schiff é um dos críticos mais consistentes do Bitcoin há mais de uma década, tendo previsto repetidamente o colapso da criptomoeda — previsões que, até agora, não se confirmaram. Ainda assim, suas críticas ao modelo de alavancagem corporativa encontram eco em parte dos analistas financeiros tradicionais, que monitoram de perto a relação dívida/ativo da Strategy.
📌 Nota editorial
As declarações de Peter Schiff foram veiculadas originalmente pela BeInCrypto e representam a opinião pessoal do economista. O KriptoHoje não endossa nem refuta as afirmações, apresentando o contexto para que o leitor forme sua própria análise.
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