InícioDeFiHyperliquid e Phantom pedem isenção do DeFi das regras de broker

Hyperliquid e Phantom pedem isenção do DeFi das regras de broker

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As plataformas Hyperliquid e Phantom apresentaram um pedido conjunto à CFTC para que provedores de carteiras não custodiais sejam formalmente isentados das regras que definem intermediários financeiros.

A Hyperliquid e a Phantom — respectivamente uma das principais exchanges descentralizadas de derivativos e uma das carteiras de criptomoedas mais utilizadas do mercado — submeteram em conjunto um documento formal à Commodity Futures Trading Commission (CFTC), o regulador de derivativos dos Estados Unidos, solicitando a criação de uma regra que isente provedores de carteiras não custodiais da classificação de operadores de commodities e de brokers.

O pedido tem como ponto de partida um alívio regulatório de caráter emergencial que a CFTC concedeu à própria Phantom em março deste ano. Na ocasião, o órgão indicou que não tomaria medidas de enforcement contra a carteira por não se registrar como intermediária. Agora, as duas empresas querem que esse precedente se torne uma regra permanente e de abrangência mais ampla, cobrindo todo o setor de finanças descentralizadas (DeFi).

Leia tambem: o que e DeFi e como funciona.

Segundo a The Defiant, o documento conjunto argumenta que carteiras não custodiais não detêm controle sobre os ativos dos usuários nem sobre a execução das transações — o que, na visão das empresas, as diferencia estruturalmente de um intermediário tradicional. Exigir registro e conformidade como broker, portanto, criaria um peso regulatório incompatível com a natureza dessas ferramentas.

O que está em jogo para o setor DeFi

A classificação de carteiras não custodiais como brokers ou intermediários de commodities teria consequências amplas para o ecossistema DeFi. Provedores de carteiras passariam a enfrentar exigências de registro, coleta de dados de clientes (KYC) e reporte de operações — processos que, pela arquitetura descentralizada desses sistemas, são técnica e filosoficamente incompatíveis.

🏦 Alívio de março (Phantom)

A CFTC concedeu no-action relief à Phantom em março, sinalizando que não tomaria medidas contra a carteira por ausência de registro como intermediária.

📋 Pedido conjunto

Hyperliquid e Phantom solicitam que o alívio individual da Phantom se torne uma regra formal cobrindo todos os provedores de carteiras não custodiais.

⚖️ Argumento central

Sem custódia dos ativos nem controle das transações, carteiras não custodiais não se enquadram na definição funcional de um broker tradicional.

🌐 Impacto potencial

Uma regra formal criaria precedente regulatório nos EUA e poderia influenciar discussões similares em outros países sobre como tratar infraestrutura DeFi.

Contexto: a CFTC e o DeFi em 2025

Sob a atual gestão, a CFTC tem adotado postura mais aberta ao diálogo com o setor cripto em comparação aos anos anteriores. O no-action relief concedido à Phantom em março foi um dos primeiros sinais concretos dessa mudança de tom. O pedido de Hyperliquid e Phantom busca transformar esse sinal em política regulatória duradoura, antes que uma eventual mudança de liderança no órgão reverta a tendência.

O movimento reflete uma estratégia crescente entre projetos DeFi de se engajar proativamente com reguladores nos EUA, em vez de aguardar ações de enforcement. A Hyperliquid, que opera uma exchange descentralizada de derivativos perpétuos com volumes expressivos, e a Phantom, carteira dominante no ecossistema Solana, representam juntas uma parcela significativa da atividade DeFi global.

A CFTC ainda não se pronunciou sobre o pedido. O desfecho da análise poderá estabelecer um marco para a forma como provedores de infraestrutura descentralizada são tratados pela regulação financeira americana — e, por reflexo, em outras jurisdições que acompanham de perto as decisões de Washington.

📌 Nota editorial

As informações desta reportagem são baseadas em cobertura original da The Defiant, publicação especializada em DeFi e finanças descentralizadas. O KriptoHoje reescreve e contextualiza o conteúdo para o leitor brasileiro, sem reproduzir trechos originais.

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