A empresa de capital aberto Bitmine usou a correção do Ethereum abaixo de US$ 2.200 para acelerar suas compras e superar a marca de 100 mil ETH, aproximando-se de uma fatia histórica do supply da rede.
Segundo reportagem do The Block, a Bitmine aproveitou a queda recente no preço do Ethereum (ETH) para realizar novas aquisições significativas do ativo, ultrapassando a marca de 100 mil ETH em seu portfólio corporativo. A estratégia reflete uma aposta deliberada de longo prazo na segunda maior criptomoeda do mundo por capitalização de mercado.
O presidente do conselho da Bitmine, Tom Lee, foi direto ao ponto ao justificar o movimento. “Encaramos a recente queda do ETH para abaixo de US$ 2.200 como uma oportunidade atraente”, afirmou Lee, de acordo com a publicação. A declaração sinaliza que a empresa enxerga o recuo de preço como uma janela de entrada favorável, e não como um sinal de alerta.
A meta declarada da companhia é acumular o equivalente a 5% do supply circulante do Ethereum — uma fatia que, se concretizada, representaria uma das maiores posições institucionais já registradas em um único ativo do ecossistema cripto fora do Bitcoin. Com a marca de 100 mil ETH superada, a Bitmine se aproxima de forma consistente desse objetivo.
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A Bitmine ultrapassou 100 mil ETH em carteira, consolidando-se como uma das maiores detentoras institucionais do ativo.
O objetivo declarado é atingir 5% do supply circulante do Ethereum, uma das metas de acumulação mais ousadas já anunciadas por uma empresa listada em bolsa.
As compras foram realizadas durante a queda do ETH abaixo de US$ 2.200, nível que a empresa considerou atrativo para ampliar sua exposição.
A movimentação segue uma tendência crescente de empresas de capital aberto que adotam criptoativos como reserva estratégica no balanço patrimonial.
Contexto: adoção institucional do Ethereum
O movimento da Bitmine ocorre em um cenário de crescente interesse institucional pelo Ethereum, especialmente após a aprovação dos ETFs de ETH à vista nos Estados Unidos em 2024. Empresas de capital aberto têm buscado diversificar suas reservas em cripto além do Bitcoin, e o Ethereum, com seu ecossistema de contratos inteligentes e staking, tem figurado como a principal alternativa.
A estratégia da Bitmine guarda semelhanças com a adotada pela MicroStrategy — hoje rebatizada de Strategy — em relação ao Bitcoin. A diferença é que a Bitmine aposta no Ethereum como ativo central de sua tesouraria, em um momento em que o token enfrenta pressão de preço, mas mantém fundamentos técnicos sólidos com a transição para o modelo de proof-of-stake e o crescimento da atividade em sua rede.
A informação foi publicada originalmente pelo The Block, veículo especializado em cobertura do mercado de criptomoedas e blockchain, com base em declarações públicas de representantes da Bitmine.
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