O Bitcoin registrou sua segunda queda abaixo dos US$ 74 mil em maio, com dados on-chain sinalizando perda de momentum e pressão vinda dos mercados asiáticos.
O Bitcoin voltou a testar níveis críticos de suporte em maio, desta vez tocando uma mínima intraday próxima a US$ 74.200. A marca representa a segunda vez no mês em que a maior criptomoeda do mundo perdeu o patamar de US$ 74 mil, reacendendo o debate sobre a sustentabilidade do movimento de recuperação observado desde as mínimas de março e abril.
Segundo a CryptoSlate, o primeiro recuo abaixo dessa faixa ocorreu em 23 de maio, quando saídas de capital dos ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos, combinadas com liquidações forçadas, puxaram o preço para baixo do suporte. O segundo episódio veio em meio a uma venda generalizada nos mercados asiáticos, que voltaram a exercer pressão sobre ativos de risco no período noturno.
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O que os dados on-chain indicam
Além da pressão de preço, métricas on-chain apontam para um enfraquecimento do ímpeto comprador. Indicadores como o volume de transações na cadeia e o fluxo líquido para exchanges mostram sinais de estagnação, sugerindo que a demanda spot não está absorvendo a oferta disponível com a mesma intensidade das semanas anteriores.
Bitcoin tocou mínima intraday perto de US$ 74.200, repetindo o movimento registrado em 23 de maio e evidenciando fragilidade no suporte.
Saídas líquidas dos ETFs spot de Bitcoin nos EUA contribuíram para o primeiro recuo em maio, reduzindo o fluxo institucional de compra.
A venda nos mercados da Ásia durante o período noturno ampliou a pressão sobre o Bitcoin, derrubando o ativo pela segunda vez no mês.
Métricas de volume na cadeia e fluxo para exchanges indicam momentum em queda, com a demanda spot sem força suficiente para sustentar a recuperação.
Contexto: recuperação desde as mínimas de abril
O Bitcoin havia ensaiado uma recuperação significativa após tocar as mínimas de março e abril. No entanto, a incapacidade de sustentar níveis acima de US$ 74 mil de forma consistente levanta questionamentos sobre a solidez desse movimento. Liquidações forçadas e saídas de ETFs criam ciclos de pressão vendedora que dificultam a formação de novas máximas no curto prazo.
O comportamento dos ETFs spot de Bitcoin continua sendo um termômetro relevante do apetite institucional. Períodos de saída líquida — quando os resgates superam as novas captações — tendem a coincidir com movimentos de queda mais acentuados, uma vez que os gestores precisam vender BTC para honrar os resgates dos cotistas.
Por ora, o mercado observa de perto se o nível de US$ 74 mil será defendido como suporte de médio prazo ou se novas quedas podem testar regiões mais baixas exploradas em abril. A volatilidade segue elevada, característica intrínseca de ativos como o Bitcoin, especialmente em períodos de incerteza macroeconômica global.
📌 Nota editorial
As informações de preço e dados on-chain citadas nesta reportagem têm como base a publicação original da CryptoSlate. O KriptoHoje reescreve e contextualiza o conteúdo para o leitor brasileiro, sem alterar os fatos reportados pela fonte.
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